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Mês do Orgulho LGBT: 50 anos depois, o bar Stonewall In ainda é um marco na luta por visibilidade

O prédio do Stonewall In e sua rua foram declarados Marco Histórico Nacional. (Foto: Reprodução/Wikipedia)
Por Juliano Castello

Há 50 anos, mais precisamente em junho de 1969 nos Estados Unidos, um episódio conhecido como “Revoltas de Stonewall” deu origem ao que hoje é o mês do Orgulho LGBTQ+.

Até os anos 60, o país vivia uma legislação muito rígida, e cruel, com pessoas LGBT. Para se ter uma ideia, uma relação entre pessoas do mesmo sexo naquela época poderia levar à prisão perpétua. O governo ainda permitia a castração, choque elétrico e a pratica da lobotomia. A lobotomia é a retirada de um pedaço do cérebro do paciente no intuito de amenizar ou remover uma doença mental, a pratica era muito comum em homossexuais.

Aos poucos, a comunidade gay foi se organizando para lutar contra o preconceito e, literalmente, pelas suas vidas. Apesar de todo o medo, existiam alguns estabelecimentos no país que aceitavam pessoas LGBT, um deles era o bar Stonewall In, localizado em Nova York. O local recebia gays, transgêneros, lésbicas e drag queens.

Com a proximidade do fim dos anos 60, os movimentos sociais que lutavam pelos direitos humanos começaram a se tornar mais fortes. No mesmo ano, os frequentadores do Stonewall In cansados das frequentes intervenções policiais no bar decidiram se revoltar.

O ato dentro do bar começou a ganhar proporção na mídia, e o local começou a se tornar um ponto de luta por direitos das pessoas LGBT. No ano seguinte, 1970, foi realizada a primeira Parada LGTB nos Estados Unidos. O evento aconteceu no dia 28 de junho que hoje é conhecido como Dia Internacional do Orgulho LGBT.

Capa do The New York Daily News do dia 29 de junho de 1969, mostrava os “garotos de rua”, primeiros LGBT a participar da revolta. (Foto: Reprodução/The New York Daily News)

Em 1971, o exemplo de Stonewall se espalhou pelo mundo e pessoas na Europa também começaram a organizar eventos e paradas para declara seu orgulho em ser LGBT.

Uma visita especial

Os frequentadores do famoso bar Stonewall Inn, no Village, em Nova York, se surpreenderam na virada deste ano quando uma mãe e seu filho adolescente subiram ao palco do local após a meia-noite para apresentar um número musical.

Antes de entoar os versos de Material Girl com David Banda, com seu filho de 13 anos ao violão, Madonna fez um discurso explicando por que estava ali naquela noite de Réveillon.

“Estou aqui orgulhosamente no lugar onde o Orgulho começou, o lendário Stonewall Inn, no nascimento de um novo ano. Unimo-nos esta noite para celebrar os 50 anos da revolução!”, falou, gravada por muitos celulares. “Nunca vamos nos esquecer dos motins de Stonewall e daqueles que se levantaram e disseram ‘Basta!'”

E prosseguiu: “Nossos irmãos e irmãs antes de nós não eram livres para celebrar como estamos fazendo hoje à noite, e nunca devemos esquecer isso. Stonewall foi um momento decisivo na história, catapultando os direitos LGBT em conversas públicas e despertando o ativismo gay”.

Da marginalidade para as telonas
Em 2015, a Warner Bros anunciou o lançamento de “Stonewall – Onde o orgulho começou”  que conta a história da revolta pelos olhos do adolescente Danny Winters (Jeremy Irvine) que é expulso de casa e começa a ter contato novas ideias políticas dias antes da rebelião de Stonewall.

 

 

 

 

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