Quinta-feira, 21 de Novembro de 2019

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Tecnologia O Facebook apresentou instabilidade nesta sexta: Usuários relataram problemas em diversos países

O Facebook encerrou todas as sessões de 90 milhões de usuários, o que obrigou muitas pessoas a refazerem login no site. (Foto: Reprodução)

O Facebook apresentou instabilidade em diversos países nesta sexta-feira (3), segundo relatos em redes sociais. O site Down Detector, que agrega comentários sobre problemas de conexão com sites e aplicativos, apontou um crescimento brusco do número reclamações relacionadas ao Facebook por volta das 13h.

“Hoje [sexta-feira] mais cedo, uma questão técnica fez com que algumas pessoas tivessem problemas para se conectar ao Facebook, mas já foi resolvido”, afirmou em nota o porta-voz da empresa em nota enviada ao portal de notícias G1 às 14h10min.

Após usuários dizerem que o site estava fora do ar vários lugares do mundo, outros comentaram que a página tinha voltado a funcionar.

Um mapa em tempo real mostrado pelo Down Detector indica que o maior volume de queixas foi concentrado nos Estados Unidos e na Europa Ocidental.

Elas também apareceram no Brasil, com menor intensidade.

Notícias falsas no Facebook

Criadores de contas e páginas de notícias falsas no Facebook estão aprendendo com seus erros e se tornando mais difíceis de rastrear e identificar, criando novos desafios para a tarefa de evitar que a plataforma seja usada para desinformação política, dizem especialistas em segurança, segundo informações da agência de notícias Reuters.

Isso ficou claro quando o Facebook tentou determinar quem criou as páginas que, segundo eles, visavam semear discórdia entre eleitores dos EUA antes das eleições parlamentares de novembro. A empresa disse na terça-feira que havia removido 32 páginas e contas falsas do Facebook e Instagram envolvidas no que chamou de “comportamento não autêntico coordenado”.

Enquanto os Estados Unidos aprimoram esforços para monitorar e erradicar essas ações, os fakers continuam se aperfeiçoando, afirmam especialistas em segurança digital.

Ben Nimmo, pesquisador do Digital Forensic Research Lab, disse que percebeu que as páginas removidas recentemente usavam mais textos copiados da internet do que linguagem original.

“Erros linguísticos os denunciaram antes, entre 2014 e 2017”, disse Nimmo à Reuters. “Em alguns desses casos mais recentes parece que eles perceberam isso escrevendo menos (material original) ao publicar conteúdos. Com seus materiais mais longos às vezes compostos apenas por conteúdo copiado de algum site norte-americano. Isso os torna menos suspeitos.”

O anúncio anterior do Facebook sobre o assunto de contas falsas, em abril, conectou diretamente um grupo russo conhecido como Internet Research Agency a uma miríade de publicações, eventos e propagandas que foram colocados no Facebook antes da eleição presidencial dos EUA em 2016.

Desta vez, o Facebook não identificou a fonte da desinformação.

“É claro que quem configurou essas contas foi muito mais longe para ocultar sua identidade verdadeira do que a Internet Research Agency fez no passado”, disse a rede social em seu site na terça-feira ao anunciar a remoção das páginas falsas. “Nossa perícia técnica é insuficiente para atribuir responsabilidade neste momento.”

O Facebook informou que compartilhou evidências ligadas às últimas publicações sinalizadas com vários parceiros do setor privado, incluindo o Digital Forensic Research Lab.

O Facebook também disse que o uso de redes virtuais privadas, serviços de telefonia pela internet e moeda doméstica para pagar por anúncios ajudou a ocultar a fonte das contas e páginas falsas. Os perpetradores também usaram terceiros, que o Facebook se recusou a nomear, para publicar conteúdo.

Os principais assessores de segurança nacional do presidente norte-americano, Donald Trump, disseram nesta quinta-feira que a Rússia está por trás das tentativas generalizadas de interferir nas eleições de novembro e que acreditam que os russos vão continuar tentando interferir nas eleições de 2020.

Dois funcionários da inteligência dos EUA que pediram anonimato disseram à Reuters nesta semana que não havia provas suficientes para concluir que a Rússia estava por trás da mais recente campanha no Facebook. No entanto, um deles disse que “as semelhanças, objetivos e metodologia relativos à campanha russa de 2016 são bastante notáveis”.

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