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O uso de suplementos de vitamina D não faz efeito em pessoas com taxas normais ou pouco baixas

Segundo estudo, a substância não ajuda a prevenir fraturas ou aumentar a densidade óssea. (Foto: Reprodução)

Uma análise de dados de 81 ensaios clínicos, que envolveu mais de 53 mil participantes, mostrou que os suplementos de vitamina D não ajudam a prevenir fraturas, nem aumentam a densidade óssea ou previnem quedas em adultos que possuem níveis normais ou um pouco baixos da substância. Este levantamento indica uma grande revisão nos estudos da área. A pesquisa foi publicada na Lancet Diabetes & Endocrinology e pesquisadores acreditam que as diretrizes clínicas devem ser revisadas para desencorajar o uso destes suplementos em casos não necessários.

A descoberta também mostrou que não existe diferença em uma dosagem maior ou menor da vitamina D durante o dia. O doutor Mark J. Bolland, principal autor da pesquisa e professor-associado da Universidade Auckland, na Nova Zelândia, afirmou que somente pessoas com risco de doença óssea grave é que precisam dos suplementos.

Se seus níveis [de vitamina D] forem normais ou ligeiramente baixos [na faixa de 20 a 60 nanogramas por milímetros] não há evidências de que você obtenha qualquer benefício ao tomar vitamina D”, afirma Bolland.

Neste caso, as indicações para utilizar os suplementos seriam para raquitismo quando crianças ou osteomalácia quando adultos, por exemplo. Mas, até mesmo mulheres pós-menopáusicas com osteoporose e que têm níveis normais de vitaminas D não devem se beneficiar destes produtos.

Brasileiros tem falta de vitamina D

De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a vitamina D é um dos nutrientes dos quais a população brasileira mais apresenta carência. Mesmo sendo um País tropical, com Sol na maior parte do ano, uma das principais causas da insuficiência é a baixa exposição solar.

De acordo com a médica Karen Vasconcelos, a vitamina D contém receptores em vários tecidos como o cérebro, coração, pele, intestino, gônadas, próstata, seios, ossos e rins. Uma deficiência dessa vitamina pode levar a desordens autoimunes como diabetes mellitus tipo 1, esclerose múltipla, lupus sistêmico, síndrome do intestino irritável e artrite.

O estudo do IBGE mostra que 99,6% dos homens e 99,2% das mulheres entre 19 e 59 anos têm níveis insuficientes de vitamina D, A, C e E, cálcio e magnésio no organismo. Os números foram também muito altos em indivíduos com idade superior a 60 anos e em crianças e adolescentes.

Pesquisa recente, realizada pela UFF (Universidade Federal Fluminense), do Rio de Janeiro, identificou que seis em cada dez brasileiros apresentam níveis da vitamina D abaixo do recomendado por não tomar Sol em quantidade necessária. A deficiência também está associada a um maior risco de câncer de cólon e próstata, doenças cardiovasculares e infecções.

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