Últimas Notícias > Esporte > Na Copa América, Argentina e Paraguai empataram em 1 a 1

Brad Pitt e Leonardo DiCaprio falam de papéis em “Era Uma Vez em Hollywood”

Dupla assistiu a séries e filmes antigos para interpretar dois amigos na Los Angeles de 1969. (Foto: Reprodução)

Na última terça-feira (21), Quentin Tarantino voltou a Cannes com “Era uma vez em Hollywood”, seu melhor filme em anos. O longa segue vários tipos na Los Angeles de 1969, ano em que Charles Manson e seus seguidores iniciaram uma onda de assassinatos, incluindo entre suas vítimas a atriz Sharon Tate, então casada com o diretor Roman Polanski. No filme, o casal é vizinho de Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), um inseguro ator de TV. Seu melhor amigo é  Cliff Booth (Brad Pitt), um dublê que já viveu dias melhores. Rick poderia ser o próximo Clint Eastwood; Cliff deveria ser o próximo Steve McQueen.

Na quarta (22), Pitt e DiCaprio estavam no Carlton Hotel, durante a pesada agenda de imprensa do filme. Apresentar uma produção em Cannes, na Riviera Francesa, pode ser um grande negócio, e o exército de funcionários da Sony Pictures que lidam com isso tem um ar de pessoas preocupadas com qualquer detalhe que possa atrapalhar. Os dois astros, ao contrário, parecem relaxados: são afáveis, diretos e parecem felizes ao falar. Mas, bom, eles estão neste negócio há muito tempo. E sabem o que é preciso fazer.

1) Tarantino mostrou muitos filmes para vocês poderem preparar seus papeis?

Brad Pitt: Mais pra ele.

Leonardo DiCaprio: Vimos uma infinidade de filmes B de que eu nunca tinha ouvido falar, muitos dos anos 1960 com atores como Ralph Meeker e Ty Hardin. Esses caras poderiam ter sido Steve McQueen, mas não fizeram a transição da televisão em preto e branco, especialmente dos westerns, para obras que impulsionam a carreira, como “Fungindo do inferno”. Era quase uma história de amor para eles. Eles conseguiram essa oportunidade? Não. Então vamos começar falando sobre este personagem, o que ele poderia ter sido, com o que ele está lutando como um cara da classe trabalhadora na indústria que tem se dedicado muito de programa em programa de TV. O que isso faz com o seu psicológico e sua confiança?

Brad Pitt: Eu me lembro muito da TV daquele tempo. De fato, Tarantino me lembrou muito disso, de coisas que tinha esquecido. Assistimos “Billy Jack”, um pouco de Tom Laughlin, apenas por diversão. Nós fomos praticamente desmamados pelos mesmos programas e mesmos filmes. Falamos muito do relacionamento dublê-ator. Eu conheci Bud Ekins, que era o dublê de Steve McQueen. Este foi um relacionamento lendário. Ele fez o salto de motocicleta de “Fungindo do inferno”. E, também, Burt Reynolds e Hal Needham. Nós ensaiamos com o Burt antes de ele morrer, fiquei comovido com a sua alegria e generosidade. Percebi que em grande parte da minha infância eu estava assistindo Burt Reynolds, ele era o maior no final dos anos 70.

2) Vocês saíram juntos para criar esta conexão entre os personagens?

DiCaprio: Quando você vem para Hollywood, fica basicamente isolado e por conta própria. Rick e Cliff confiam nessa amizade para tudo. Nós imediatamente entramos naqueles personagens. Entendemos essa relação tão rapidamente que no primeiro dia nós éramos aqueles caras. Sempre senti que você não entende o que está fazendo quando se vê como uma gazela sozinha na planície, quando todo o bando se foi. E meu amigo aqui (DiCaprio) tem sido o mesmo. Então, há um conforto em ter experimentado a mesma coisa dessa maneira. Nós temos respeito mútuo e eu sei quando um ator eleva uma cena, então nós carregamos esse respeito.

3) Obviamente, os filmes de Tarantino têm uma marca muito forte. Leva algum tempo para encontrar sua própria voz no filme?

DiCaprio: Suponho que sim. Ele é muito intenso como personalidade e, claro, também como artista. Mas ele te dá algo de fato. Existem coisas que você precisa fazer, mas há várias oportunidades em que, uma vez que você entra no ritmo, tem uma cena completamente improvisada. E você parte do diálogo, da voz dele e das várias conversas que tiveram sobre quem é esse personagem, e que tipo de filme ele quer fazer. Isso aconteceu algumas vezes.

Brad Pitt: Sabe quando você tem uma briga ou fala algo que não deve, e então você está dirigindo para casa e pensa naquela coisa inteligente que você gostaria de ter dito? Os diálogos dele têm essa coisa espirituosa.

4) Rick Dalton é como se fosse o Clint Eastwood que não acontece.

DiCaprio:  Ele é o cara que chegou muito perto, e isso tortura meu personagem. Eu cresci nessa indústria, tenho muitos amigos que são atores e há muito talento por aí. Mas tudo realmente se resume a estar no lugar certo na hora certa.

Brad Pitt: Nós falamos sobre isso em relação ao streaming. Com ele, vemos muitos talentos que sempre estiveram lá, há mais oportunidades. Estamos vendo essa variedades de atores, escritores e diretores. E isso apenas nos lembra a sorte que tivemos quando começamos.

 

 

Deixe seu comentário: