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Parte do talude de mina da Vale se desprende e engenheira afirma ser “comum”

Cerca de 500 moradores próximos a mina já foram retirados do local. (Foto: Reuters/Adriano Machado)

A mineradora Vale, divulgou na manhã desta sexta-feira (31) que parte do talude da mina Gongo Soco, em Barão de Cocais, cerca de 93 km de distância da capital Belo Horizonte, se desprendeu. O resto da estrutura, segundo a Vale, deve ceder, no entanto, “deverá ocorrer sem maiores consequências’.

“A Vale informa que identificou ao longo da madrugada desta sexta-feira, 31/5, o desprendimento de fragmentos do talude norte da cava da Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG). Esses blocos se acomodaram no fundo da cava. As primeiras avaliações indicam que o material está deslizando de forma gradual, o que até o momento corrobora as estimativas de que o desprendimento do talude deverá ocorrer sem maiores consequências”.

Cerca de 500 moradores, que viviam próximos a barragem, já foram retirados de suas casas, no entanto, as pessoas que vivem na área secundária, que compreende uma distância de 15km do talude só deverão sair quando a barragem, de fato, se romper.

A engenheira geotécnica, Rafaela Baldi, da vale, enviou um documento ao Ministério Público de Minas Gerais em que dizia ser normal o ocorrido.

“É comum que parte do talude que fica mais no alto se desprenda. O talude está ‘pelado’, foi escavado e está solto, lá em cima. Com as vibrações típicas da atividade minerária, esta estrutura vai se desestabilizando.”

 

NOTA DA VALE:

A Vale informa que identificou ao longo da madrugada desta sexta-feira, 31/5, o desprendimento de fragmentos do talude norte da cava da Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG). Esses blocos se acomodaram no fundo da cava. As primeiras avaliações indicam que o material está deslizando de forma gradual, o que até o momento corrobora as estimativas de que o desprendimento do talude deverá ocorrer sem maiores consequências.

A cava e a barragem Sul Superior, que fica a 1,5 km da mina, seguem com monitoramento 24 horas por dia de forma remota, com o uso de radar e estação robótica capazes de detectar movimentações milimétricas, além de sobrevoos com drone. A barragem está em nível 3 desde 22 de março e a Zona de Autossalvamento (ZAS) já havia sido evacuada preventivamente em 8 de fevereiro.

A Vale reitera que manterá a comunidade de Barão de Cocais informada da situação.

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