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Polícia isola shoppings, estações de trem e universidades em Moscou após múltiplas ameaças de bomba

Policial impede entrada de clientes em loja após ameaças. (Foto: Reuters)

Cerca de 20 mil pessoas tiveram que deixar shoppings, estações de trem e universidades em Moscou, na Rússia, após a polícia receber uma série de ameaças simultâneas de explosões em locais públicos, afirma a mídia local.

De acordo com a agência de notícias Tass, pelo menos 30 locais foram esvaziados após os serviços de emergência receberem diversas ligações simultâneas. Pelo menos 20 ligações foram registradas pelos serviços de emergência, segundo a agência Tass.

“Cada ligação está sendo checada. Os serviços de emergência estão trabalhando e cães farejadores vão ser usados para rastrear as bombas”, afirmou um oficial que não foi identificado pela agência.

Segundo a RT, até agora nenhuma bomba foi encontrada.

De acordo com a agência Efe, outras cidades receberam ligações anônimas com ameaças de bomba: Petropavlovsk-Kamchatski (Kamchatka), Irkutsk, Yakutsk, Samara, Saratov, Khabarovsk e Tomsk. Em Petropavlovsk-Kamchatski, foram esvaziados edifícios governamentais, lojas e vários colégios. Não foram encontradas bombas.

O Ministério do Interior da Rússia ainda não comentou.

Alertas falsos

Durante esta semana, a Rússia experimentou uma onda de alertas falsos de bomba. Citando uma fonte anônima dos serviços de emergência, a RIA disse que os falsos alertas até agora já afetaram mais de 20 cidades russas. A pessoa ouvida pela agência disse que as ligações poderiam ter vindo da Ucrânia.

As relações entre Moscou e Kiev estão em um momento particularmente tenso desde que a Rússia anexou a Crimeia em 2014. Separatistas pró-Russia no leste da Ucrânica vêm se rebelando contra o governo ucraniano.

Mapa

Um mapa estabelecido pelo site independente Meduza informava que 27 localidades na Rússia receberam ameaças de bomba, embora nenhum artefato explosivo tenha sido encontrado.

Em Omsk, 56 edifícios tiveram que ser evacuados na segunda-feira, enquanto a cidade de Stávropol (sudoeste) recebeu 42 ligações anônimas alertando sobre a presença de bombas, segundo Meduza. As autoridades russas não reagiram publicamente a esta onda de alertas. A Rússia intensificou suas medidas de segurança desde o ataque no metrô de São Petersburgo, que matou 16 pessoas e fez dezenas de feridos em 3 de abril.

Desde o início de sua intervenção militar na Síria, em setembro de 2015, a Rússia, aliada do regime de Bashar Al-Asad, tem sido ameaçada pelo grupo Estado islâmico (EI) e pela ex-facção síria da Al-Qaeda.

“Interesses nacionais” 

A Rússia respaldou a resolução do Conselho de Segurança da ONU que impõe novas sanções ao Governo da Coreia do Norte por “interesses nacionais” e porque “está presente” na região, informou nesta terça-feira o Kremlin.

“A postura adotada pela parte russa durante a votação desta resolução se deve, em primeiro lugar, aos interesses nacionais do país”, disse o porta-voz do Presidente russa, Dmitri Peskov, aos jornalistas.

Peskov acrescentou que a Rússia “está presente” na “região onde ocorrem agora esses eventos”, onde observa uma grande escalada e muita tensão.

O porta-voz do Kremlin não evitou responsabilizar pela atual crise na península o regime norte-coreano, ao qual acusou de “provocações”.

Quanto às recentes reuniões do presidente Vladimir Putin com os dirigentes de China, a Coreia do Sul e Japão, Peskov afirmou que estas serviram para “tomar o pulso” no assunto. (AG/AFP/EFE)

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