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“Quem vai pagar é a população”, afirmou a Fiergs sobre o tabelamento do frete e a reoneração da indústria

CNA alerta que a medida trará custos bilionários ao setor. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul) afirmou que o tabelamento do frete e a reoneração da indústria deverá causar inflação e desemprego no País. O presidente em exercício da entidade, Cezar Müller, destacou que com a volta dos encargos, as empresas terão que repassar os novos custos para o preço final, gerando inflação. “Os que não puderem repassar, por questões de concorrência, vão quebrar, causando desemprego”, ressaltou. “Em outras palavras: quem vai pagar é a população”.

A Fiergs defende a extinção da tabela dos fretes, cujos preços mínimos chegaram a ter elevação de 150%, segundo a entidade. “Além disso, é um intervencionismo econômico que veio tumultuar a liberdade de negociação das indústrias”, assinalou Müller.

A paralisação dos caminhoneiros causou perdas de cerca de R$ 2,9 bilhões em termos de faturamento do setor industrial do Rio Grande do Sul, sem incluir os custos para a retomada das atividades, conforme a entidade. “Essa estimativa fica ainda maior nas empresas exportadoras que tiveram cancelamentos e atrasos nas entregas”, disse Müller.

De acordo com ele, as perdas são mais elevadas com o tabelamento do frete, que aumentam ainda mais os custos da logística para as indústrias. “O governo lançou para o setor industrial a conta das compensações da greve dos caminhoneiros”, ressaltou Müller.

Carta

“O setor industrial está na iminência de paralisar a produção. Não se trata de uma nova greve do transporte rodoviário, mas sim como decorrência da edição pela ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] da Tabela de Preços Mínimos de Frete que traz enormes distorções nos custos de logística das fábricas.” Esse é o início da carta que a Fiergs enviou na quarta-feira (06) ao ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, solicitando a imediata suspensão da tabela dos fretes.

A entidade também sugeriu que, após essa decisão, o governo federal convoque as entidades da indústria e dos demais setores para, em conjunto, encontrar uma solução viável e realista. O posicionamento foi assinado pelo presidente em exercício da federação gaúcha, que também encaminhou a correspondência a todos os deputados do Rio Grande do Sul para que gestionem junto ao governo a suspensão da tabela.

“Além dos valores exorbitantes comparativamente aos que vinham sendo praticados – há registros de elevações superiores a 150% –, o tabelamento é uma desastrosa intervenção na economia do País. Diante dessa nova crise que se abre no Brasil, propomos a imediata suspensão da tabela dos fretes. Após esta urgente decisão, sugerimos que o governo federal e a ANTT convoquem as entidades da indústria e dos demais setores para debater uma solução viável e realista. O momento é crítico e confiamos na ação rápida de V. Exa. para que se estabeleça novamente a normalidade das relações econômicas no País”, diz a carta.

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