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Saiba como fica o futuro do ensino médio

As redes de ensino terão a liberdade de criar estruturas diferentes: um colégio poderá manter um currículo tradicional e outro poderá criar um sistema de módulos ou créditos. (Foto: Reprodução)

Tudo no novo ensino médio dependerá da BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A versão mais recente do documento foi finalizada pelo Ministério da Educação este mês e enviada ao CNE (Conselho Nacional de Educação), que ainda poderá fazer mudanças até finalizar o documento.

Depois disso, as redes de ensino terão a liberdade de criar estruturas diferentes: um colégio poderá manter um currículo tradicional e outro poderá criar um sistema de módulos ou créditos, por exemplo. Os modelos variados estarão liberados desde que cada escola respeite a carga horária mínima de 3 mil horas e que 1.800 (60%) delas – equivalentes a uma média de três horas por dia durante os três anos – sejam do conteúdo obrigatório definido pela BNCC. O restante será escolhido por cada estudante.

Confira abaixo as principais dúvidas sobre as mudanças.

A BNCC do ensino médio é um currículo?

Não. O documento abandona a ideia de disciplinas (que é adotada pela BNCC do ensino fundamental) e adota o conceito de “áreas do conhecimento”. São quatro: Linguagens e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Cada umas dessas áreas tem algumas competências que os alunos devem adquirir, ao longo dos três anos, aprendendo algumas habilidades.

O que são os “itinerários formativos” e como será a divisão dos três anos do ensino médio?

A BNCC define uma parte das habilidades que todos os estudantes devem adquirir ao fim dessa etapa escolar em cada uma das quatro áreas de conhecimento (veja quais são as elas na resposta 1). Esse conteúdo somado corresponde a 1.800 horas de aulas, divididas em três anos – uma média de três horas por dia. Nas escolas em horário parcial, isso significa 60% do tempo de aula. A base não indica em que momento cada habilidade deve ser ensinada aos alunos. Isso fica a critério de cada escola.A outra parte do conteúdo (40% do tempo de aula) será escolhida pelo aluno e vai compor os chamados “itinerários formativos”.

O estudante pode mudar o itinerário formativo no meio do ensino médio?

A lei não define isso. Callegari afirma que “pelo jeito que as coisas estão tomando, isso vai ficar para ser decidido na hora que cada estado regulamentar as suas regras”. Eduardo Deschamps afirma que o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) está estudando essa questão. “As secretarias estão estudando isso. Elas que vão decidir com acompanhamento do CNE”, afirmou. A Secretaria estadual de Educação (Seeduc) do Rio afirmou que, assim como todos os outros estados brasileiros, está “acompanhando a homologação da Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio para planejar ações efetivas e que estejam alinhadas à Reforma do Ensino Médio”.

Artes, Educação Física, Filosofia e Sociologia deixarão de ser obrigatórias?

Não. Essas disciplinas vão aparecer dentro de diferentes áreas do conhecimento. Artes e Educação Física estão dentro de Linguagens e suas Tecnologias. A primeira, segundo o texto da base proposta pelo MEC, “contribui para o desenvolvimento da autonomia criativa e expressiva dos estudantes, por meio da conexão entre racionalidade, sensibilidade, intuição e ludicidade”. Já a segunda está nessa área pois “a corporeidade e a motricidade são também compreendidas como atos de linguagem”. Já Filosofia e Sociologia estão dentro de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. A proposta do MEC também sugere que o Inglês seja mantido como a única língua estrangeira obrigatória. Não há qualquer menção ao ensino religioso e nenhuma habilidade ligada ao debate de diversidade de gênero.

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