Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de julho de 2025
A goiana de 23 anos Sarah Borges se formou como psicóloga pela Universidade Harvard (EUA) como parte do grupo de 53 alunos de todos os cursos que se graduaram com a maior média geral ao longo da faculdade. Mesmo longe da terra natal, ela continuou colocando o Brasil como foco de seus estudos. Seu trabalho de conclusão de curso na graduação teve como foco a saúde mental entre jovens brasileiros e os estigmas nessa área.
Sarah não pensava em fazer a faculdade fora. O que ela já tinha certeza era de que queria ser pesquisadora – mesmo sem saber ainda a área. “Sentia uma grande paixão por estudar e por desvendar a fundo o conhecimento. É fantástico poder ler um artigo em primeira mão e são aqueles resultados que vão para os livros que você estuda no ensino médio”, conta a jovem.
Primeiro, ela escolheu a carreira médica, pensando ser o curso que mais a aproximaria da pesquisa no Brasil e pela relação com a neurociência. Foi aprovada na Universidade de São Paulo (USP), onde cursou o primeiro semestre de Medicina. Dois meses depois de iniciar as aulas, porém, recebeu a aprovação para Harvard com bolsa integral.
Foi começar as aulas apenas no ano seguinte, por causa da pandemia de covid-19. “Ainda mais feliz do que quando recebi a aprovação (para Harvard), foi quando recebi a carta da bolsa falando que fui aceita com bolsa integral. Foi um grande alívio, porque foi isso que me possibilitou ir para lá.”
Sarah foi encorajada a prestar o processo seletivo da universidade americana pela irmã mais velha. A jovem também fez mentorias com a Brasa – Rede Global de Estudantes Brasileiros no Exterior, que oferece ações gratuitas para estudantes que buscam universidades estrangeiras. Durante seus quatro anos estudando em Harvard, a jovem cursou diversas disciplinas e, no fim, optou por Psicologia (o sistema de ensino americano permite que o aluno escolha a carreira ao longo do curso).
A jovem também participou de projetos – foi embaixadora de pesquisa (representando as Ciências Sociais em Harvard) e era tutora de outros colegas. Também conseguiu outras bolsas de estudo – da Fundação Estudar e da Garcia Family Foundation – que a ajudaram a se manter financeiramente durante a faculdade.
O esforço da brasileira foi reconhecido ao fim dos quatro anos, quando foi indicada pelo Departamento de Psicologia de Harvard para se formar com o título summa cum laude (expressão em latim para “com as maiores honras”) baseado em seu desempenho acadêmico.
Cambridge
E a brasileira já tem uma nova conquista para celebrar: foi aprovada para um doutorado em Psiquiatria na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, onde vai continuar seu projeto de pesquisa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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