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Seminário “Cidade Bem Tratada” chega à sua 8ª edição

Cena da abertura do evento. (Fotos: divulgação)

Foi aberto na manhã desta quinta-feira, no Auditório do Ministério Público, na Capital, o Seminário Cidade Bem Tratada, que chega a sua 8ª edição, numa realização da Fundação Mata Atlântica e Ecossitemas. A iniciativa visa o debate sobre políticas e ações voltadas à água, energias renováveis e gestão de resíduos sólidos.

O evento, que está previsto para encerrar nesta sexta-feira (13) teve seu primeiro painel intitulado Nós da Comunicação: Uma Conversa sobre Mídias e Sustentabilidade, mediado pela professora Luciane Salvi, coordenadora do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Faculdade Dom Bosco. Palestraram Luciana Turatti, professora e pesquisadora da UNIVATES; Pedro de Assis Silvestre, vereador de Florianópolis e presidente da Frente Parlamentar de Combate ao Lixo Marinho ; Eberson Thimming Silveira, diretor do SEMA (Departamento de Energia da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura) e Emanuel Alencar, colaborador do O Eco e gestor de conteúdo do Museu do Amanhã.

Luciane Salvi

Luciane Salvi considera importante a circulação de informações que permitam ao cidadão ter maior consciência sobre o reaproveitamento de resíduos e reciclos, para que faça a sua parte, contribuindo para um meio ambiente mais saudável e sustentável. “A sustentabilidade não pode ficar em quatro paredes, é preciso levar a todos informações técnicas à sociedade, para valorar todo o processo de reciclagem para a manutenção de ecossistemas”. Segundo ela, “gerar conhecimento é importante para transformar ações e tecnologia em novos hábitos”. Segundo ela, o importante é dar valor às mudanças, é um longo caminho mas os mecanismos estão estabelecidos. “Mudar hábitos de consumo significa a maneira como a própria economia se gerencia com o ato de consumir mais consciente”.

Cidade Livre de Plástico

Vereador Pedro de Assis Silvestre (Pedrão)

O vereador de Florianópolis, Pedro de Assis Silvestre, conhecido como Pedrão, abordou a campanha que ergueu em sua cidade, Floripa Livre de Plástico. Ele também preside a Frente Parlamentar de Combate ao Lixo Marinho, pioneira no Brasil. Hoje, são 9 os países envolvidos na preservação dos oceanos.

A bandeira do vereador, através da campanha Floripa Livre de Plástico traz retorno e conscientização. Ele aponta que a própria Prefeitura local compra 600 mil copos plásticos para café, utilizados por cerca de 2,5 meses. “A campanha veio com o objetivo de sensibilizar e empoderar o cidadão frente ao consumo de descartáveis”. Segundo o vereador, estudos da ONU apontam que entre 39 marcas de sal comercializados no mercado, 37 já contam com microplásticos em sua formulação. “Cerca de 70% do lixo dos rios e mares vem da drenagem urbana”. Por isso mesmo, a campanha vem se tornando um case de sucesso, multiplicando informação aos consumidores.

Santa Catarina, como aponta o vereador, já tem legislação que prevê a oferta em estabelecimentos comerciais de três tipos de sacolas plásticas – uma para recicláveis, outra para orgânicos e outra para rejeitos. “A ideia é que em dois anos, a sacola para recicláveis já esteja eliminada do mercado”.

Pedrão destaca que a cultua do descartável surgiu nos anos 1980, veio sutil e ganhou a sociedade mundial. “Hoje, estamos no ápice da carga que o planeta suporta. É o colapso”. Estudos da docente Glaucia Olivetto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, segundo o vereador, revelam que as plantas já trazem plásticos em seus micro-organismos.

Abertura

A abertura do evento contou com a presença do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr. que reiterou sua proposta de buscar junto à iniciativa privada acordos para melhoria de serviços, entre eles o fornecimento de água. “São 200 mil pessoas sem água na Região Metropolitana e cerca de 44% apenas de esgoto tratado”. O trabalho da Prefeitura vem sendo também, segundo ele, a busca de parcerias para o fornecimento de energia renovável e tratamento de resíduos sólidos. (Clarisse Ledur)

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