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Moro vai ficar cinco dias de licença em meio a desgaste com vazamento de mensagens

Sérgio Moro pediu que Bolsonaro vete alguns pontos da polêmica lei. (Foto: Isaac Amorim/MJ-SP)

Sob desgaste após a divulgação de mensagens atribuídas a ele e à força-tarefa da Lava-Jato, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, vai tirar uma licença na semana que vem.

Segundo despacho publicado nesta segunda-feira (08) no Diário Oficial da União, o motivo do afastamento temporário de Moro, entre segunda (15) e sexta (19), é para “tratar de assuntos particulares”.

A assessoria de imprensa da pasta informou que o ministro entrará de férias após seis meses no governo de Jair Bolsonaro. Como ainda não pode tirar férias oficialmente, por ter começado a trabalhar no ministério em janeiro, Moro optou por uma licença não remunerada. Durante a ausência de Moro, o secretário-executivo Luiz Pontel responderá interinamente pela pasta.

Moro enfrenta críticas desde o início de junho, quando o site The Intercept Brasil publicou uma série de mensagens atribuídas a ele e ao procurador Deltan Dallagnol que indicam interferência do então juiz na atuação do Ministério Público Federal. Moro diz não reconhecer a autenticidade das mensagens obtidas pelo site e nega ter cometido ilegalidades na condução da Lava-Jato.

Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo e do site The Intercept revelou neste domingo (07) que integrantes da força-tarefa da Lava-Jato se mobilizaram para expor informações sigilosas sobre corrupção na Venezuela após receberem uma sugestão de Moro em agosto de 2017, também segundo mensagens privadas trocadas pelos procuradores na época.

Aprovação

Com exceção de Sérgio Moro, da Justiça, e Paulo Guedes, da Economia, os ministros do governo Bolsonaro ainda são pouco conhecidos pelos entrevistados do Datafolha. O ex-juiz é identificado por 94%, e Guedes, por 77% das pessoas consultadas. Cerca de dois terços dos entrevistados não conhecem Abraham Weintraub, que assumiu a Educação em abril.

Mesmo após a divulgação de diálogos atribuídos ao então juiz e a procuradores da Lava-Jato, Moro é quem tem a maior aprovação, com 52% dos que afirmam conhecê-lo classificando-o como ótimo ou bom. O número tanto dos que acham seu desempenho regular quanto dos que desaprovam seu trabalho no Ministério da Justiça é de 20%, segundo a pesquisa divulgada nesta segunda.

Há três meses, o nível de conhecimento sobre Moro era de 93%. Sua aprovação entre quem dizia conhecer o ministro era maior (59%), enquanto 17% consideravam seu desempenho regular, e 15%, ruim ou péssimo.

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