Sábado, 07 de Dezembro de 2019

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Brasil Vale fará repasse de R$ 1,8 bilhão para obras e remoção de lama em Minas Gerais

O rompimento da barragem provocou 249 mortes e poluiu o Rio Paraopeba. (Foto: Divulgação)

A mineradora Vale destinará um total de R$ 1,8 bilhão, até 2023, para a recuperação ambiental e remoção dos rejeitos da área atingida pela tragédia de Brumadinho (MG). Além disso, serão utilizados os recurso para obras que garantam a segurança de estruturas remanescentes na Mina Córrego do Feijão. A informação foi dada nesta quarta-feira (26).

Nessa terça (25), a tragédia completou cinco meses. Em janeiro deste ano, o rompimento da barragem I da Mina Córrego do Feijão provocou mais de 200 mortes e poluiu o Rio Paraopeba.

Desses bilhões, devem ser gastos neste ano cerca de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões. De acordo com a mineradora, obras para reforçar a estabilidade das estruturas que restaram na mina já estão em curso. O plano para contenção dos rejeitos, já apresentado aos órgãos públicos, também está em andamento e divide as intervenções em três trechos.

Nos primeiros dez quilômetros, entre a barragem e o ponto onde os rejeitos atingiram o Rio Paraopeba, estão previstas 23 ações para redução do contínuo carreamento de lama. O Corpo de Bombeiros acompanha as intervenções. “As obras envolvem a contratação de 28 empresas. A previsão é de gerar 2,5 mil empregos no pico de obras. Atualmente, há cerca de 1,3 mil trabalhadores atuando nas intervenções, sendo mais de 700 de Brumadinho e região”, afirmou a Vale, em nota.

Após o rompimento da barragem, o rejeito que vazou alcançou primeiro o Ribeirão Ferro-Carvão e depois o Rio Paraopeba. É nesse percurso que ainda se encontra o rejeito mais espesso. “Estima-se que ali estejam depositados entre 6 milhões e 7 milhões de metros cúbicos do material”, disse a mineradora. Até agora, foram removidos cerca de 550 mil metros cúbicos de rejeitos, que serão depositados em uma área dentro da Mina Córrego do Feijão já definida com o aval dos órgãos ambientais competentes.

Ainda neste trecho, serão construídas 15 pequenas estruturas de contenção, entre elas barreiras hidráulicas filtrantes, que atuarão na redução da velocidade da água e na retenção dos sedimentos mais grossos presentes no rejeito. Um reservatório com capacidade aproximada de 750 milhões de litros também será preparado. A expectativa é de que a lama se acomode no fundo e que a turbidez da água se reduza. A mineradora assegura que as estruturas são descomissionáveis, isto é, poderão ser desmontadas a partir do momento em que não tiverem mais serventia.

As intervenções do segundo trecho se darão entre o encontro do Ribeirão Ferro-Carvão com Rio Paraopeba e o município de Juatuba (MG), onde a lama depositada no manancial será dragada. Já o terceiro trecho vai até a Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo, no município de Pompéu (MG), onde as ações terão como objetivo reduzir o carreamento dos rejeitos mais finos ao longo do curso do Rio Paraopeba.

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(Foto: Reprodução)
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