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O Vulcão de Fogo da Guatemala iniciou uma nova erupção

Existe a possibilidade de um aumento da energia no interior do vulcão, o que pode provocar fluxos piroclásticos (ondas de gases quentes). (Foto: Reprodução)

O Vulcão de Fogo, situado a 50 quilômetros a Oeste da capital da Guatemala, iniciou nesta sexta-feira (12) uma erupção, informou o Insivumeh (Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia) do país centro-americano. A nova erupção do Vulcão de Fogo começou por volta das 3h50min locais (6h50min em Brasília). A fonte incandescente que sai da cratera alcança 400 metros de altitude e o fluxo de lava chega aos 600 metros de extensão.

O Insivumeh alertou que, devido à erupção, existe a possibilidade de um aumento da energia no interior do vulcão, o que pode provocar fluxos piroclásticos (ondas de gases quentes) em suas encostas nas próximas horas.

O instituto científico guatemalteco disse que as autoridades do país devem tomar todas as medidas de precaução e decretar o alerta que considerem necessário. No dia 3 de junho, a montanha registrou sua erupção mais violenta, que até agora já deixou pelo menos 190 mortos e afetou mais de 1,7 milhão de
pessoas. O número de desaparecidos por aquela erupção, segundo a Conred (Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres), é de 238 pessoas.

Depois de mais de quatro meses, o instituto continua a trabalhar em 318 casos que ingressaram no necrotério e que estão pendentes de identificação. O instituto sustentou em comunicado que mantém o trabalho “ininterrupto em prol dos que buscam seus parentes entre as vítimas do lamentável fato”.

O vulcão de Fogo, de 3.763 metros de altura, fica entre os departamentos de Escuintla, Chimaltenango e Sacatepéquez e teve em 3 de junho uma das maiores erupções de sua história, afetando quase dois milhões de guatemaltecos.

Etna

O maior vulcão ativo da Europa está deslizando em direção ao mar a uma velocidade de alguns centímetros por ano, alerta uma nova pesquisa científica. Uma nova pesquisa assegura que isso poderá levar a um colapso com consequências catastróficas.

Anteriormente, esse movimento foi atribuído principalmente ao aumento do magma no interior do vulcão. No entanto, o novo estudo da equipe de cientistas liderada por Morelia Urlaub, do Centro Helmholtz para Investigação Oceânica em Kiel (Alemanha), baseado em mediações de uma vasta gama de dados, mostra que a causa do afundamento do vulcão no mar é a gravidade.

Ao mesmo tempo, é verdade que a pressão do magma no seu interior também desempenha um papel no afundamento do Etna em direção ao mar, mas os pesquisadores acreditam que o seu efeito é menor.

“Não podemos excluir que o movimento do flanco evolucione até um colapso catastrófico, o que significa que o movimento de um flanco do Etna representa um perigo maior do que se pensava antes. Tal perigo de colapso pode ser subestimado em outros vulcões localizados nas zonas costeiras e ilhas oceânicas, onde a dinâmica dos flancos submersos é desconhecida “, escrevem os pesquisadores em seu estudo intitulado “Colapso Gravitacional do Flanco Sudeste do Etna”, publicado na revista Science Advances.

Se esse fenômeno ocorrer, poderia causar ondas devastadoras que colocariam as regiões vizinhas em risco, alertam os especialistas. “Os colapsos catastróficos de vulcões insulares ou costeiros […] representam a maior ameaça já que o desmoronamento repentino de grandes quantidades de material na água pode causar tsunamis com efeitos extremos”.

Além disso, Urlaub assegura que há o perigo de que o deslizamento acelere, mas é impossível saber quando acontecerá. “Estamos monitorando o Etna na costa por aproximadamente 30 anos, mas 30 anos não é nada comparado com a idade do vulcão, que tem 500.000 anos. [A aceleração] pode acontecer em 10, 100 ou 100.000 anos, não podemos sabê-lo”, disse o cientista, acrescentando que a única coisa que pode ser feita é “estarmos conscientes” desse perigo e monitorar a parte instável.

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