Terça-feira, 28 de Janeiro de 2020

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Richard Sacks 2020, o ano da esperança

Marcello Casal jr/Agência Brasil

O novo ano acaba de começar e já promete muita coisa boa para a economia do país. 2019 já foi um bom ano, com inúmeros avanços econômicos, a entrada de uma boa equipe econômica no governo federal, aprovação da Lei de Liberdade Econômica e da reforma da Previdência. O ano passado terminou cheio de vontade, cercado de elevado grau de certeza de que tudo de bom que já está agendado para acontecer ao longo de 2020 se traduza em resultados reais e capazes de fazer do nosso Brasil o sempre ambicionado país do futuro.

Ao analisarmos os números do ano que passou, ficamos ainda mais otimistas para este que chega. A bolsa de valores está em alta; taxa Selic em queda; inflação controlada e abaixo da meta; menor déficit nas contas públicas; menor taxa de desocupação; maior geração de empregos formais; concessões e privatizações tomando forma e avançando; e inúmeros projetos para diminuir o tamanho do Estado sendo discutidos e aprovados.

Se o mercado de trabalho repetir 2019, haverá 1 milhão a mais de novos empregos com carteira assinada em 2020. Se a safra deste ano for igual à do ano passado, a produção agrícola do Brasil vai bater um novo recorde. Se forem aprovadas reformas como a da Previdência, a economia salta dez casas para a frente.

Porém, antes que vejam esse otimismo como algo ingênuo, que confunde desejo com real possibilidade, é bom esclarecer que nosso Brasil ainda tem problemas graves. Ou seja, 2020 não será como um ano de soluções, mas como um período em que muitos consertos serão feitos. Esse otimismo é resultante das atitudes que a área econômica do governo vem aplicando para que a fragilizada economia do país recupere, no seu devido tempo, um pouco da abalada saúde. Assim, pelo que aconteceu em 2019, devemos seguir confiantes de que muita coisa poderá ser consertada em 2020 e nos próximos anos. Contudo, a melhora esperada não significa a cura definitiva.

Tudo isso é muito bom para o brasileiro comum; só é ruim para quem precisa que o governo dê errado. Esses, sim, não querem nem ouvir falar de um outro 2019. Mais, se o povo brasileiro seguir exigindo a realização das reformas, maior diminuição do Estado e as tão sonhadas privatizações, aí o viés de melhora se acentua de forma muito vigorosa. Por fim, a esperança é sempre a última que morre.

(Richard Sacks, empreendedor e associado do IEE)

 

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