Sábado, 29 de Fevereiro de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
17°
Fair

Brasil 60 deputados federais do PT acrescentaram “Lula” em seus nomes parlamentares na Câmara

Iniciativa foi solicitada formalmente pelo gaúcho Paulo Pimenta. (Foto: Agência Brasil)

Em um comunicado intitulado “Sessenta Lulas na Câmara”, o PT informou que todos os seus deputados federaos incorporaram “Lula” a seus sobrenomes parlamentares, em um protesto contra a prisão do ex-presidente no fim de semana passado.

“Venho através deste solicitar que seja feita a substituição nessa casa do nome parlamentar de Paulo Pimenta para Paulo Lula Pimenta”, requisitou o deputado federal gaúcho, líder do bloco do partido na Câmara dos Deputados, em um ofício enviado ao presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Pedidos similares estão sendo enviados a todos os Legislativos que tenham painel eletrônico, incluindo em Estados e municípios, explicou um porta-voz da legenda nessa quarta-feira. “Esta é uma forma de se solidarizar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Siva (2003-2010)”, reiterou, antes de citar que a senadora Gleisi Hoffmann (presidente nacional do PT), também se somou à causa.

A partir da mudança, cada vez que os legisladores do PT forem mencionados para um debate ou uma votação deverão ser chamados pelo novo nome, que inclui o do ex-presidente.

A agora senadora “Gleisi Lula Hoffmann” teve um grande protagonismo durante as quase 48 horas em que Lula se abrigou no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), no final da semana passada, antes de se entregar à polícia, na noite de sábado.

Impacto

Ícone da esquerda latino-americana e gestor de programas que permitiram retirar o País do mapa da fome da ONU (Organização das Nações Unidas), o ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por aceitar um apartamento triplex da construtora OAS, envolvida no caso de corrupção revelado pela Operação Lava-Jato, que também trouxe à tona bilionários subornos a políticos. Além disso, ele tem outros seis processos em curso.

A prisão de Lula sacudiu o mundo político. Ele lidera com folga as pesquisas de intenção de voto para as eleições de outubro, embora um eventual terceiro mandato tenha se tornado improvável, já que as leis brasileiras impedem que condenados em segunda instância, como é o seu caso, sejam candidatos.

“Guerra dos clones”

O protesto dos legisladores do maior partido de esquerda da América Latina motivou uma rápida resposta de seus adversários políticos, usando uma tradição do Congresso na qual muitos mudam seus nomes de batismo.

É o caso do deputado José Augusto Rosa, do PR (Partido Republicano), policial militar de profissão e que é chamado oficialmente de Capitão Augusto, cargo que ocupa na instituição. Agora o legislador decidiu acrescentar o sobrenome do deputado e também presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que aparece em segundo lugar nas pesqisas de intenção de voto. O seu novo nome parlamentar ficou “Capitão Bolsonaro Augusto”, confirmou a sua assessoria de imprensa.

E a guerra dos clones não se limitou ao nível federal. O vereador de São Paulo Fernando Holiday (DEM) também recorreu à mudança de nome para demonstrar seu apoio ao trabalho do juiz federal de primeira instância Sérgio Moro, responsável pela prisão de Lula. “Informo que passarei a usar o nome ‘Fernando Moro Holiday’ para as atividades parlamentares”, escreveu em sua conta do Twitter.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Aos 64 anos, uma idosa deu à luz sua primeira filha em Minas Gerais: “Uma alegria”, disse a médica
O cartão de crédito é o responsável por um terço das despesas dos brasileiros
Deixe seu comentário
Pode te interessar