Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 11 de setembro de 2015
O dólar fechou com alta superior a 1% na quinta-feira, na casa de 3,85 reais, após a agência de classificação de risco S&P (Standard & Poor’s) retirar o selo de bom pagador do Brasil. No entanto, a intervenção do BC (Banco Central) e a percepção de que a Fitch deve manter por enquanto o grau de investimento do País levaram a moeda norte-americana a terminar longe da máxima da sessão, que foi de 3,91 reais. No final do dia, o dólar encerrou com avanço de 1,34%, a 3,8504 reais na venda.
De maneira geral, a percepção nas mesas de operações é que a moeda tende a rumar para a máxima histórica de quase 4 reais em breve, em uma trajetória de muitas oscilações. Na máxima da sessão, logo após a abertura, a divisa dos Estados Unidos saltou 3,10% e alcançou 3,9173 reais, o maior nível intradia (durante o pregão) desde 23 de outubro de 2002 (3,92 reais). Foi em 10 de outubro daquele ano que o dólar atingiu seus recordes intradia e de fechamento, de 4 e 3,99 reais, respectivamente.
Na quarta-feira, a S&P rebaixou o Brasil para BB+, ante BBB-, dias após o governo prever um inédito déficit primário em 2016. Além de remover o grau de investimento, a agência sinalizou que pode colocar o País ainda mais para dentro do território especulativo, ao manter a perspectiva negativa para a nota de crédito brasileira, o que significa que um novo rebaixamento pode ocorrer no curto prazo.
Além de se surpreender com a velocidade da ação da S&P, o mercado também se decepcionou com a entrevista coletiva do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. “O discurso foi desnecessário. Não falou nada”, disse o especialista em câmbio da corretora Icap, Italo Abucater.
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