Domingo, 02 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 30 de setembro de 2020
O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, propôs que países de todo mundo se reúnam para fornecer 20 bilhões de dólares para a preservação da Amazônia e disse que o Brasil enfrentará “consequências econômicas significativas”, caso o país não pare a destruição da floresta se ele for eleito. As declarações foram dadas durante debate, na noite de terça-feira (29), entre Biden e o presidente norte-americano, Donald Trump, um republicano que busca a reeleição.
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ironizou nesta quarta-feira (30) a promessa de Biden. “Só uma pergunta: a ajuda dos USD 20 Bi do Biden, é por ano?”, questionou Salles, em uma rede social. Ele acrescentou que a quantia só cobriria parte dos US$ 100 bilhões prometidos a países em desenvolvimento em medidas para combater as mudanças climáticas como parte dos Acordos de Paris. Em termos de comparação, o valor sugerido pelo democrata estaria muito acima do Fundo Amazônia, que fechou 2019 com R$ 2,2 bilhões.
“A floresta tropical do Brasil está sendo devastada, está sendo destruída”, disse Biden, afirmando que, se eleito, reunirá outros países para garantir 20 bilhões de dólares para a preservação da Amazônia. “Aqui estão 20 bilhões de dólares. Parem de destruir a floresta e se não pararem, então enfrentarão consequências econômicas significativas”, acrescentou.
De acordo com dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento da Amazônia entre agosto de 2019 e julho deste ano – período usado para medir o desmatamento anual da floresta – atingiu 9.216 quilômetros quadrados, aumento de 34% na comparação com igual período anterior.
Já o presidente Jair Bolsonaro lamentou as declarações de Joe Biden sobre o desmatamento na Amazônia e afirmou que governo está realizando “ações sem precedentes” para proteger a floresta. “A cobiça de alguns países sobre a Amazônia é uma realidade. Contudo, a externação por alguém que disputa o comando de seu país sinaliza claramente abrir mão de uma convivência cordial e profícua”, escreveu Bolsonaro, em publicação nas redes sociais.
Para Bolsonaro, a declaração de Biden foi gratuita e desastrosa, no momento em que ele, como chefe de Estado, “reabriu plenamente a sua diplomacia [do Brasil] com os Estados Unidos”. “Cooperação dos EUA é bem-vinda, inclusive para projetos de investimento sustentável que criem emprego digno para a população amazônica, tal como tenho conversado com o Presidente Trump”, escreveu. O presidente brasileiro destacou ainda que a soberania brasileira sobre a Amazônia é inegociável. As informações são da agência de notícias Reuters, do jornal O Globo e da Agência Brasil.
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