Sábado, 17 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil O presidente da Câmara dos Deputados pede que o Supremo rejeite ação que pede a suspensão da análise da reforma administrativa

Compartilhe esta notícia:

Segundo o presidente da Câmara, proposta ainda não teve andamento. (Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite uma ação movida por parlamentares da oposição e que pede a suspensão da tramitação do projeto enviado pelo governo ao Congresso que trata da reforma administrativa.

Maia defendeu a rejeição por questão processual, uma vez que a proposta, que trata de mudanças nas regras do funcionalismo público, ainda não teve andamento na Casa.

Os parlamentares que assinam a ação justificam o pedido ao Supremo alegando que o governo não não enviou ao Congresso estudos e análise sobre o impacto orçamentário a ser produzido pela reforma, o que torna irregular a tramitação da matéria.

Segundo Maia, enquanto a Câmara não retomar as deliberações presenciais, a proposta de emenda à Constituição não deve começar a tramitar.

“Em razão das circunstâncias excepcionais impostas ao funcionamento desta Casa pela pandemia, a tramitação de emendas constitucionais que não contam com amplo apoio do plenário resta sobremaneira dificultada”, escreveu.

O deputado afirmou que as comissões permanentes, entre elas a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, ainda não foram instaladas.

“Regimentalmente, enquanto a Câmara não retomar as deliberações presenciais, sequer é possível constituir a comissão especial que futuramente seria responsável pela apreciação do mérito da proposta de emenda à Constituição impugnada [administrativa]. Diante desse conjunto de circunstâncias a Presidência da Câmara dos Deputados não chegou sequer a distribuir a matéria”, disse.

Como se trata de uma proposta que muda a Constituição, a tramitação da reforma administrativa na Câmara começa na Comissão de Constituição e Justiça, que analisa sua admissibilidade; depois, segue para uma comissão especial, que analisa o conteúdo do texto. Por fim, passa por duas votações no plenário da Casa.

O que prevê a proposta:

A reforma administrativa do governo Bolsonaro foi enviada ao Congresso no começo de setembro. A proposta prevê mudanças nas regras para o funcionalismo público, como:

– Fim do regime jurídico único da União e criação de vínculo de experiência, vínculo por prazo determinado, cargo com vínculo por prazo indeterminado, cargo típico de Estado e cargo de liderança e assessoramento (cargo de confiança);

– Exigência de dois anos em vínculo de experiência com “desempenho satisfatório” antes de o profissional ser investido de fato no cargo público e começar o estágio probatório de um ano para as carreiras típicas de Estado (que só existem na administração pública, como auditor da Receita Federal e diplomata);

– Exigência de classificação final dentro do quantitativo previsto no edital do concurso público, entre os mais bem avaliados ao final do período do vínculo de experiência;

– Mais limitações ao exercício de outras atividades para ocupantes de cargos típicos de Estado e menos limitações para os servidores em geral;

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

A TV Globo cancela o especial de fim de ano do Roberto Carlos
“Como ser feliz com alguém com ideais diferentes dos seus?”, diz autora de livro sobre divórcio
Pode te interessar