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Brasil CEO do Carrefour no Brasil pede desculpas em comunicado

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"Extensão está além da minha compreensão, como homem branco e privilegiado que sou", disse Noel Prioux.

Foto: Reprodução
"Extensão está além da minha compreensão, como homem branco e privilegiado que sou", disse Noel Prioux. (Foto: Reprodução)

Depois do presidente global do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard, se manifestar sobre o caso de João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos morto por dois seguranças em uma filial da rede em Porto Alegre, o CEO do grupo no País, Noel Prioux, se pronunciou neste sábado (21) sobre o caso, ocorrido na quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra.

O comunicado foi exibido inicialmente na TV Globo, durante o intervalo do Jornal Nacional, e replicado posteriormente na internet. Além dele, também se pronunciou no vídeo o vice-presidente de Recursos Humanos do grupo, João Senise. Ambos afirmaram que o caso de João Alberto não representa os valores da empresa.

Ao pedir desculpas à família de João Albert, Prioux, que classificou o espancamento como tragédia, disse que não tinha condições de compreender completamente o tamanho da dimensão do caso, como “branco e privilegiado” que é.

“O que aconteceu na loja do Carrefour foi uma tragédia de dimensões incalculáveis, cuja extensão está além da minha compreensão, como homem branco e privilegiado que sou. Então, antes de tudo, meus sentimentos à família de João Alberto e meu pedido de desculpas aos nossos clientes, à sociedade e aos nossos colaboradores”, disse o CEO.

O vice-presidente de Recursos Humanos do grupo disse que mais da metade dos colaboradores da empresa no Brasil são negros e negras e que mais de 30% dos gestores se autodeclaram pretos ou pardos.

“O que aconteceu em nossa loja não representa quem somos e nem os nossos valores. Cinquenta e sete por cento dos nossos colaboradores são negras e negros e mais de um terço dos nossos gestores se autodeclaram pretos ou pardos. Mas estamos conscientes que precisamos de mais ações concretas e efetivas para o fortalecimento da nossa cultura de diversidade”, afirmou Senise.

Prioux também declarou que a morte de João Alberto deve servir como estímulo ao compromisso da empresa em combater o racismo estrutural no Brasil.

“Reforço meu compromisso com todas as famílias brasileiras. Se uma crise como essa está acontecendo conosco é porque temos a responsabilidade de mudar isso na sociedade. A morte de João Alberto não pode passar em vão. E é por isso que assumimos hoje o compromisso de ajudar a combater o racismo estrutural. Comunicaremos nos próximos dias todas as nossas iniciativas e o comitê dedicado exclusivamente a esta causa. Mais uma vez, minhas sinceras desculpas”, finalizou o CEO.

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Rogério José Tumelero
22 de novembro de 2020 18:51

OPORTUNISTAS, COMO SEMPRE, JÁ LEVARAM O ASSUNTO PARA O LADO DELICADO DA COISA, ‘RACISMO’ .

Alberto Santos
22 de novembro de 2020 20:55

Eu acho que deveria partir do governo o problema e estrutural mas esse governo faz de conta que nao existe parece tudo normal so que ele tem que ficar esperto pode estar arrumando um grande poblema no futuro tudo tem limite

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