Sábado, 05 de Dezembro de 2020

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Brasil Bolsonaro defende agricultura em discurso ao G20

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Bolsonaro destacou que conservação ambiental deve combinar com prosperidade.

Foto: Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro destacou que conservação ambiental deve combinar com prosperidade. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro defendeu a agricultura nacional em seu discurso neste domingo (22), no segundo dia de debates da cúpula do G20, que ocorre em Riad, na Arábia Saudita. Ele disse que a conservação ambiental deve ser combinada com prosperidade econômica e social.

Bolsonaro afirmou que o Brasil se tornou um dos maiores exportadores de produtos agrícolas do mundo, o que seria resultado de inovações e de ganhos de produtividade decorrentes das melhorias do processo produtivo no setor.

“Hoje, nosso País exporta volume imenso de produtos agrícolas e da pecuária, sustentáveis e de qualidade. Alimentamos quase 1,5 bilhão de pessoas de pessoas e garantimos a segurança alimentar de diversos países.”

O presidente disse ainda que o desenvolvimento sustentável passa pelas ações com 4 Rs: reduzir, reutilizar, reciclar e remover. “Entendemos que esforço deve ser concentrado no primeiro “R”, que é a redução das emissões de carbono. No cenário mundial, somos responsáveis por menos de 3% da emissão de carbono, mesmo sendo uma das 10 maiores economias do mundo”, acrescentou.

O presidente destacou que tem aberto a economia brasileira a agentes estrangeiros com o objetivo de integrar o País aos fluxos mundiais de comércio e investimentos. Ele citou como exemplo o esforço para o fechamento do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, além de acordos com países como Estados Unidos, Coreia do Sul e Canadá.

Reforma da Organização Mundial do Comércio

No sábado (21), aos demais líderes, Bolsonaro defendeu reformas e avanços nos compromissos da OMC (Organização Mundial do Comércio). Ele disse que os pilares que formam o acordo – negociações, solução de controvérsias, monitoramento e transparência – devem ser discutidos pelos ministros dos países da OMC.

Segundo o presidente, as iniciativas de cooperação internacional prosperaram desde o último encontro extraordinário do grupo, ocorrido em 26 de março. Bolsonaro citou os esforços e o sucesso na manutenção do fluxo comercial regular entre os países, apesar do contexto da pandemia.

Ao destacar a necessidade de reformas nos compromissos da OMC, o presidente afirmou que a ambição de reduzir os subsídios para bens agrícolas deve contar com a mesma vontade com que alguns países buscam promover o comércio de bens industriais. Para ele, a reforma da organização deve prever “a criação de condições justas e equilibradas não só de bens, mas também de serviços.”

Coronavírus

Sobre economia, ainda no sábado, o presidente citou a injeção de mais de US$ 11 trilhões feita pelos países participantes do G20 em pacotes de estímulos locais, como o auxílio emergencial brasileiro. Bolsonaro disse também que as medidas contribuíram para assegurar a devida liquidez aos mercados e conferir alívio fiscal aos países mais vulneráveis. “Evitamos, dessa maneira, que os efeitos da pandemia fossem ainda mais devastadores.”

Ele destacou a criação do auxílio emergencial, que preservou 12 milhões de postos de trabalho, beneficiou 65 milhões de pessoas e permitiu que 400 mil empresas se mantivessem abertas com a ajuda do governo federal.

Em relação à busca de uma vacina eficaz contra o novo coronavírus, o presidente afirmou que “o Brasil se soma aos esforços internacionais, bem como adota o tratamento precoce no combate à doença”. Ele lembrou a importância da livre escolha sobre a vacinação,e frisou que a pandemia não pode servir de justificativa para ataques às liberdades individuais.

“Juntos, estamos superando uma das mais graves crises sanitárias da história recente. Estamos vencendo as incertezas, as dificuldades logísticas e, inclusive, a desinformação”, afirmou Bolsonaro.

Saúde e economia ao mesmo tempo

Ainda no sábado, em seu primeiro pronunciamento, Bolsonaro falou sobre a importância da cooperação global e disse que desde o início enfatizou que era preciso cuidar da saúde e da economia e que foi uma decisão acertada.

“Desde o início nós enfatizamos que era preciso cuidar da saúde das pessoas e da economia ao mesmo tempo. O tempo mostrou que estávamos certos”, declarou Bolsonaro.

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