Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de dezembro de 2020
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, defendeu nesta segunda-feira (7) que, conforme os governos planejam disponibilizar vacinas contra a covid-19 nas próximas semanas ou meses, é “vital” que indivíduos, comunidades e governos continuem usando ferramentas de saúde que se mostraram eficazes no combate ao novo coronavírus.
Também nesta segunda, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou o mais adiantado plano de imunização do País. A CoronaVac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Sinovac e que aguarda liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deverá – se for aprovada – começar a ser aplicada no Estado de São Paulo a partir do dia 25 de janeiro, data de aniversário da capital paulista.
Segundo Adhanom, a OMS pede para que os países priorizem a imunização dos mais necessitados, entre eles grupos de risco para a doença e trabalhadores da saúde.
Vacinação obrigatória
Em coletiva realizada nesta segunda, a Organização Mundial da Saúde declarou não ser a favor da imposição da imunização contra a Covid-19. A vacinação já começou em alguns países e enfrenta uma onda negacionista.
De acordo com Mariângela Simão, vice-diretora da organização, a melhor estratégia é trabalhar em campanhas de conscientização para que a população tome uma “decisão informada”.
Segundo Michael Ryan, diretor de emergências da OMS, a vacina é fonte de esperança. “Precisamos trazer as pessoas nessa jornada, conversar, convencer e dialogar”, defende.
Ryan disse também que, quando as vacinas estiverem disponíveis para toda a população, as pessoas entenderão que “a imunização será um ato de responsabilidade”.
Em público
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, considerou positiva a atitude dos ex-presidentes americanos Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton, que afirmaram ter a intenção de tomar a vacina contra a covid-19 em público, para mostrar confiança na ciência e incentivar a população a se vacinar.
Durante coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira (4), Tedros disse que gostaria de fazer o mesmo, desde que, para tanto, não precisasse passar na frente de ninguém na fila de vacinação. “Ficaria feliz em fazer o mesmo. Mas, ao mesmo tempo, preciso ter certeza de que é meu momento na fila. Não quero tomar a vacina de outras pessoas”, declarou.
Ele afirma que a OMS deve lançar um documento sobre os grupos de risco e os prioritários, para ajudar os países a desenvolverem suas estratégias de vacinação.
Os comentários estão desativados.