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Mundo A Espanha quer restrições mais firmes após a nova alta de casos de coronavírus

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Anúncio foi feito pelo ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa. (Foto: Reprodução)

A Espanha pediu que os governos das províncias adotem medidas mais rígidas para reverter uma “mudança de tendência” no número de casos de covid-19, que voltou a crescer após o país ter conseguido conter parcialmente uma segunda onda de infecções nas últimas semanas.

O pedido foi feito pelo ministro da Saúde, Salvador Illa, que também anunciou, nessa sexta (18) que a vacinação contra a doença começará no país no próximo dia 27, com o imunizante produzido por Pfizer e BioNTech, que deve ser aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos na segunda-feira (21).

Illa mostrou preocupação com o novo aumento das infecções antes mesmo das festas de fim de ano. “Não podemos permitir que essa mudança na tendência se consolide”, disse o ministro, pedindo mais restrições aos governos regionais.

A Espanha decretou um novo estado de emergência durante a segunda onda de casos da covid-19, que permite que o governo central adote medidas extraordinárias para conter o vírus. No entanto, dentro do sistema descentralizado do país, as restrições devem ser implementadas pelas províncias.

A taxa de infecções na Espanha continua bastante inferior à de países como o Reino Unido e a Alemanha. No entanto, o país registrou, nos últimos dias, mais de 200 casos por cada 100 mil habitantes, uma alta em relação às semanas anteriores.

Portugal

O governo de Portugal impôs toque de recolher a partir das 23 horas em todo o país na noite de réveillon e restringiu o deslocamento a partir das 13 horas nos dias 1º, 2 e 3 de janeiro. A medida, anunciada na quinta-feira (17), é uma forma de tentar reduzir a disseminação do coronavírus.

“Temos de cortar completamente celebrações do Ano Novo”, disse o primeiro-ministro português, António Costa, em entrevista coletiva.

Há duas semanas, Costa havia dito que o limite de permanência nas ruas durante a véspera de Ano Novo seria até 2h, mas voltou atrás com o surgimento de novos casos de covid-19 no país.

Portugal foi um dos países da Europa menos afetados durante a primeira onda da doença, mas vem sofrendo mais agora nessa segunda onda. O país tem 362 mil casos confirmados e 5,9 mil mortos.

“O número de casos por semana está caindo, mas não tão rapidamente quanto antes”, disse o premiê português.

As restrições são mais leves no Natal: não há limite para quantas pessoas podem se reunir em casa para a ceia, e a proibição a viagens domésticas não será imposta entre os dias 23 e 26 de dezembro.

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