Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de dezembro de 2020
O governo de Portugal impôs toque de recolher a partir das 23 horas em todo o país na noite de réveillon e restringiu o deslocamento a partir das 13 horas nos dias 1º, 2 e 3 de janeiro. A medida, anunciada na quinta-feira (17), é uma forma de tentar reduzir a disseminação do coronavírus.
“Temos de cortar completamente celebrações do Ano Novo”, disse o primeiro-ministro português, António Costa, em entrevista coletiva.
Há duas semanas, Costa havia dito que o limite de permanência nas ruas durante a véspera de Ano Novo seria até 2h, mas voltou atrás com o surgimento de novos casos de covid-19 no país.
Portugal foi um dos países da Europa menos afetados durante a primeira onda da doença, mas vem sofrendo mais agora nessa segunda onda. O país tem 362 mil casos confirmados e 5,9 mil mortos.
“O número de casos por semana está caindo, mas não tão rapidamente quanto antes”, disse o premiê português.
As restrições são mais leves no Natal: não há limite para quantas pessoas podem se reunir em casa para a ceia, e a proibição a viagens domésticas não será imposta entre os dias 23 e 26 de dezembro.
Itália
A Itália entrará em quarentena total durante grande parte do período do Natal e do ano novo, em uma tentativa de evitar um novo aumento de casos da covid-19, anunciou o primeiro-ministro Giuseppe Conte nesta sexta-feira (18). Sob as novas regras, as lojas não essenciais serão fechadas entre 24 e 27 de dezembro, entre 31 de dezembro e 3 de janeiro e nos dias 5 e 6 de janeiro. Nessas datas, as pessoas só poderão se deslocar por motivos de trabalho, saúde ou por alguma emergência.
O primeiro-ministro italiano informou que será dada uma ajuda de 645 milhões de euros (R$ 4 bilhões) para restaurantes e bares como compensação pelo fechamento no período.
“A situação é difícil em toda a Europa. O vírus continua a circular em todo lugar. Nossos especialistas estavam seriamente preocupados com um salto dos casos no Natal. Então, tivemos que agir, mas posso garantir que não foi uma decisão fácil”, afirmou Conte.
O anúncio encerrou dias de indecisão e disputas dentro da coalizão governista, que se dividiu entre aqueles que queriam a quarentena total e aqueles que pressionavam por ações mais limitadas para ajudar empresas em dificuldades e permitir algumas reuniões familiares. A crise prolongada causada pela pandemia tem provocado atritos dentro da coalizão formada pelo Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, o antissistema Movimento 5 Estrelas e o Itália Viva, uma dissidência do PD.
No início do mês, o governo já havia aprovado algumas restrições para conter um aumento da segunda onda do coronavírus no Natal e no Ano Novo, proibindo a Missa do Galo, à meia-noite do dia 24, e interrompendo as viagens interurbanas, após o país registrar o maior número de mortes em um só dia na pandemia.
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