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Política Em vídeos, o general Pazuello, ex-ministro da Saúde, atribui a perda de cargo a pressões políticas

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A estratégia é para deixar bem claro que a CPI quer jogar luz na atuação dele enquanto ministro. (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

Em vídeos divulgados na quarta-feira (24), o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello diz que perdeu o cargo por pressão política. Ele afirma que, junto com sua equipe, foi pressionado por uma “liderança política” para atender a uma série de demandas – o ex-ministro não explicou a quem se referia. Segundo Pazuello, no auge da pressão, ele chegou a avisar integrantes do ministério que não chegaria ao dia 20 deste mês como ministro.

Os vídeos foram revelados pela revista Veja e obtidos pelo jornal O Globo. No total, foram oito gravações em que Pazuello faz um discurso ao lado do novo ministro, Marcelo Queiroga. Em um deles, Pazuello diz que o Ministério da Saúde é alvo de pressões políticas por conta do volume de recursos que ele movimenta. Ele admitiu a distribuição de verbas com fins políticos.

“Então a operação de grana com fins políticos acontece aqui. Acabamos com 100%? Claro que não: 100% nem Jesus Cristo. Nós acabamos com muito”, afirma Pazuello.

O ministro deu a entender que foi a pressão pela liberação de recursos com fins políticos que resultou em sua queda. “Ali começou a crise com a liderança política que nós temos hoje, que nos mandou uma relação para a gente atender e nós não atendemos. (…) Aí chegou no final do ano, uma carreata de gente pedindo dinheiro politicamente”, disse Pazuello, que passou a afirmar que seguiu critérios técnicos para distribuição dos recursos. “Foi outra porrada, porque todos queriam um pixulé no final do ano”, disse Pazuello, se dirigindo ao seu substituto, o médico Marcelo Queiroga.

O ex-ministro diz que, diante da pressão, chegou a reunir sua equipe e disse que seria difícil manter-se no cargo até o dia 20 de março.

“E aí começa a ter uma repercussão de oito atores agindo em cima da gente. E nessa repercussão final, de oito atores agindo em cima da gente, eu reuni toda a minha equipe, no dia 27 de fevereiro… Foi isso? Fiz um quadrinho. 23 de fevereiro. Mostrei todas as ações orquestradas, eram oito. Distribuí missões para oito contendores das ações e falei […] Não tinha como nós chegarmos ao dia 20 de março. Porque todo o conjunto estava trabalhando. Marcelo (Queiroga) já foi consultado no início de fevereiro, lá atrás”, disse Pazuello.

A substituição de Eduardo Pazuello foi anunciada na segunda-feira da semana passada (15) pelo presidente Jair Bolsonaro. Queiroga só foi nomeado, no entanto, na terça-feira desta semana, em cerimônia fechada. As informações são do jornal O Globo.

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