Domingo, 08 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de março de 2021
As contas externas registraram saldo negativo de US$ 2,326 bilhões em fevereiro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (26), em Brasília, pelo Banco Central (BC). Na comparação com fevereiro de 2020, quando o déficit foi de US$ 4,662 bilhões, o recuo é de 50,1%.
As transações correntes são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países.
Segundo o relatório do BC, a redução no déficit decorreu das retrações de US$ 2,7 bilhões e de US$ 900 milhões nas despesas líquidas de renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) e de serviços (viagens internacionais, transporte e aluguel de investimentos, entre outros), enquanto o superávit comercial (exportações de produtos maiores que as importações) recuou US$ 1,3 bilhão.
No primeiro bimestre, o déficit em transações correntes chegou a US$ 9,399 bilhões, contra US$ 14,967 bilhões em igual período do ano passado.
Em 12 meses, encerrados em fevereiro, foi registrado déficit em transações correntes de US$ 6,9 bilhões, o que corresponde a 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), ante US$ 9,2 bilhões (0,64% do PIB) em janeiro de 2021 e US$55,7 bilhões (3,06% do PIB) em fevereiro de 2020.
A projeção do BC é que neste ano as contas externas registrem superávit de R$ 2 bilhões.
Investimento estrangeiro
Em fevereiro, os investimentos diretos no país (IDP), recursos aplicados no setor produtivo, chegaram a US$ 9 bilhões. Em fevereiro de 2020, o IDP foi bem menor: US$ 2,58 bilhões.
Em 12 meses encerrados em fevereiro de 2021, o IDP totalizou US$ 39,8 bilhões (2,75% do PIB), ante US$ 33,4 bilhões (2,31% do PIB) no mês anterior e US$ 65 bilhões (3,57% do PIB) em fevereiro de 2020.
Crédito concedido pelos bancos
O saldo do crédito concedido pelos bancos deve crescer 8% este ano, de acordo com o Relatório de Inflação, publicação trimestral do Banco Central (BC), divulgado na quinta-feira (25). A estimativa é maior do que a divulgada no relatório anterior, de 7,8%. “O aumento decorre da reavaliação na trajetória esperada para o crédito direcionado, enquanto a expectativa de evolução do crédito livre foi mantida”, diz o BC.
Para o crédito livre, a projeção de expansão é 11,1%, com aumentos de 12% e 10% para os saldos de empréstimos a pessoas físicas e jurídicas, respectivamente. A expectativa para o crédito direcionado é de aumento de 3,7% em 2021, com alta de 11% para as pessoas físicas e redução de 7% para as empresas.
O crédito livre é aquele em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado tem regras definidas pelo governo, e é destinado, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.
Em 2020, o saldo do crédito cresceu 15,7%, com alta de 11,2% para famílias e 21,9% para empresas. Para 2021, essa projeção de 8% vem do crescimento de 11,5% no crédito para famílias e de 3,4% para pessoas jurídicas. As informações são da Agência Brasil.
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