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Mundo Exército dos Estados Unidos desenvolve vacina contra o coronavírus e inicia testes em humanos

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Na foto, um oficial do exército americano recebe dose da vacina da Pfizer, no Havaí. (Foto: Angelo Mejia/U.S. Army)

Uma vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Exército dos Estados Unidos deu início aos primeiros testes em humanos na terça-feira (6). A iniciativa é realizada pelo Instituto de Pesquisa do Exército Walter Reed (WRAIR, na sigla em inglês) em Silver Spring, no Estado de Maryland.

O trabalho teve início logo após o sequenciamento do coronavírus, em janeiro de 2020. Os esforços começaram com uma equipe de dez pessoas que geraram 12 protótipos. Em seis meses, foi possível selecionar uma vacina candidata aos testes.

“Queremos vencer esta batalha, mas também queremos vencer a longa guerra. Mesmo que tenhamos as vacinas disponíveis dentro de um ano, quantas centenas de milhares de pessoas nos EUA e quantas milhões de pessoas em todo o mundo perderam suas vidas antes mesmo dos imunizantes estarem disponíveis? Queremos chegar a um ponto em que nossa vacina já esteja disponível antes que a próxima variante, o próximo fluxo, a próxima espécie de coronavírus ocorra”, disse o diretor do departamento de doenças infecciosas do Instituto, Kayvon Modjarrad, em entrevista a emissora ABC News.

As três vacinas já autorizadas para uso nos EUA funcionam dando instruções genéticas para o corpo humano, fazendo com que o indivíduo produza a proteína que se encontra na superfície do vírus. Assim que o corpo cria a proteína, o sistema imunológico é alertado e começa a formar anticorpos. É uma maneira segura de desencadear uma resposta imunológica semelhante à que uma pessoa teria após contrair o vírus. O imunizante do WRAIR, porém, pula as etapas de instrução genética e produção. A dose já inclui a proteína e um composto de reforço imunológico, o que leva a uma resposta mais rápida de anticorpos. Outro ponto positivo é que vacina não precisa de refrigeração especial.

“Outras vacinas provavelmente protegerão contra novas variantes, mas podem ter sua eficácia diminuída. O que vimos até agora nos testes com animais é que essa vacina não diminuiu em nada contra as variantes e é eficaz contra outros coronavírus como o SARS-1”, explica Modjarrad.

Apesar da animação entre os cientistas, é importante ressaltar que a pesquisa ainda está em estágio inicial e respostas em animais não necessariamente se repetem nos humanos. O coronel aposentado do Exército Francis Holinaty foi a primeira pessoa a receber uma dose na Fase 1 dos testes.

“Ao longo de minha carreira de 30 anos, trabalhei em muitos lugares ao redor do mundo e em muitos ambientes diferentes, alguns mais árduos do que outros, alguns mais perigosos do que outros. Um dia eu estava no metrô e apenas olhei para cima e vi um pôster do Walter Reed. Quando me dei conta de que eles estavam tentando fazer um teste para a Covid-19, vi isso como mais uma oportunidade de servir”, ressaltou. As informações são do jornal O Globo e de agências internacionais de notícias.

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