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Brasil A mãe do menino Henry é diagnosticada com coronavírus e internada em hospital penitenciário

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Professora pode ter descumprido uma das medidas cautelares imposta pela Justiça. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros, foi diagnosticada com covid-19, segundo informações obtidas pela TV Globo. Presa por envolvimento na morte do filho, a professora pediu atendimento médico e foi levada para o Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho. Lá, foi diagnosticada com sintomas de coronavírus, e exames confirmaram a doença.

Monique ficará em isolamento no hospital. Não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde dela.

Também está preso pelo caso o namorado de Monique, vereador do Rio Dr, Jairinho (sem partido), desde 8 de abril.

Conclusão de inquérito

A Polícia Civil do RJ já tem provas suficientes para concluir o inquérito da morte do menino Henry Borel, independentemente do novo depoimento da mãe do garoto que está sendo pleiteado pelos novos advogados de defesa dela.

Em entrevista à rádio CBN, o delegado-chefe do Departamento de Polícia da Capital, Antenor Lopes, afirmou que o inquérito deve ser fechado esta semana.

Antenor disse que ainda não surgiram indícios de que Monique era agredida ou ameaçada pelo namorado, Dr. Jairinho (sem partido). A versão das agressões tem sido defendida pela defesa de Monique.

“A versão dela [Monique, sobre agressões que teria sofrido] era para proteger o companheiro, Jairinho, inclusive pedindo para a babá apagar as mensagens que indicavam as agressões ao menino no dia 12 de fevereiro”, falou Antenor.

Promotor

A defesa de Monique encaminhou um pedido para que a Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro designe um promotor para acompanhar o inquérito na 16ª Delegacia de Polícia, que investiga a morte da criança.

“O presente pedido se justifica posto que esta defesa requereu novo interrogatório de Monique Medeiros para que ela possa externar suas palavras sem pressões existentes em momentos anteriores à prisão. Pede ainda que seja realizado na presença de um membro do Ministério Público e de seus novos defensores”, diz trecho do documento.

O Ministério Público do Rio de Janeiro confirmou que recebeu o pedido, que já foi protocolado e encaminhado ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Investigação Penal, que, por sua vez, encaminhou ao promotor natural do caso, Marcos Kac.

“De acordo com o promotor, a decisão de ouvir ou não novamente a investigada Monique Medeiros cabe unicamente ao presidente do inquérito, que é o delegado de polícia”, informou o MP-RJ.

A defesa de Monique também enviou pedido para que um novo depoimento seja tomando da professora na 16ª Delegacia de Polícia, na Barra da Tijuca, que investiga o caso.

“Diante da pública e notória mudança de versões que ocorreram após a prisão dos indiciados, que demonstram a influência psicológica exercida sobre inúmeras pessoas envolvidas, a defesa reitera pedido de nova oitiva da senhora Monique Medeiros. Eis que existem inéditas e graves revelações a respeito do crime a serem feitas que explicam o motivo da peticionária não ter exposto a versão verdadeira”, diz trecho do documento.

Novas defesas

Na semana passada, Monique e Jairinho separaram suas defesas no caso. Thiago Minagé, que defendeu o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, passou a advogar para Monique. O advogado André França Barreto, que fazia a defesa do casal, seguiu por um tempo com o vereador Jairinho, mas foi substituído na segunda-feira (19) por Brás Santana.

“Se o objetivo do inquérito é buscar a verdade dos fatos, em todos os seus contornos, não se justifica a demora na nova audição de Monique”, disse a defesa da professora em nota à imprensa.

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