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Política O YouTube remove mais 4 vídeos de Bolsonaro

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Presidente Jair Bolsonaro em live realizada em dezembro de 2020. (Foto: Reprodução/YouTube)

O YouTube removeu 4 vídeos do canal do presidente Jair Bolsonaro na plataforma por suposta desinformação sobre a covid-19. Os vídeos excluídos são de transmissões ao vivo que o presidente faz todas as quintas-feiras.

Foram derrubadas as seguintes lives: 9 de julho de 2020; 26 de novembro de 2020; 10 de dezembro de 2020; 14 de janeiro de 2021.

A informação foi revelada pelo G1. Segundo o YouTube, o conteúdo viola as políticas de desinformação médica sobre a covid. Nos vídeos, Bolsonaro recomenda remédios sem eficácia científica comprovada contra a covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Por volta das 17h [de ontem], tomei um comprimido de cloroquina. Recomendo que você faça a mesma coisa. Sempre orientado pelo médico. Amanhã tomarei mais um. Deixo bem claro para vocês, é um testemunho meu: eu tomei e deu muito certo, estou muito bem”, disse o presidente na live de julho de 2020.

Na transmissão de novembro, Bolsonaro disse que acertou quando defendeu a hidroxicloroquina e a prática de exercício físicos para tratar a covid-19. Ao se referir ao uso de máscaras, declarou que “falta o último tabu a cair”.

Mudança na política de uso

Em 16 de abril o YouTube anunciou uma mudança nas suas políticas de uso para incluir a proibição a conteúdos que incentivem o uso da hidroxicloroquina e da ivermectina para o tratamento ou prevenção da covid.

Segundo os termos da plataforma, conteúdos que afirmam que existe uma “cura garantida” para a covid-19 também estão proibidos. O desrespeito às regras vai levar à exclusão do conteúdo e a uma advertência para o usuário. A reincidência pode fazer com que o canal seja excluído do YouTube.

“Se essa for sua primeira violação das nossas diretrizes da comunidade, seu canal receberá apenas um alerta sem penalidades. Caso contrário, emitiremos um aviso. Se você receber três penalidades desse tipo, seu canal será encerrado“, afirma a plataforma.

A gerente de Políticas Públicas do YouTube no Brasil, Alana Rizzo, afirmou ao blog da empresa que a política será aplicada a todos os vídeos na plataforma, inclusive de maneira retroativa.

“Vale dizer que, quando atualizamos uma regra, algumas vezes oferecemos aos criadores um ‘período de carência’ para que possam compreendê-la e se adaptarem. Isso significa que vídeos postados antes da mudança ou até um mês depois da atualização são removidos do YouTube, mas não geram um Aviso (strike) como penalidade. Depois desse período de carência, os criadores que postarem novos vídeos em desacordo com a diretriz passam a receber sanções, por isso, precisam redobrar a atenção”, declarou.

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