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Política Militares preocupados com o destino do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello

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O temor é que o ex-ministro da Saúde seja preso, como uma espécie de “prêmio” aos senadores da CPI da Covid. (Foto: Reprodução/Instagram)

Importante general da reserva resume o sentimento dos militares em relação ao destino de Eduardo Pazuello: teme que o ex-ministro da Saúde seja preso, como uma espécie de “prêmio” aos senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. Esse mesmo general, ouvido reservadamente pela Coluna, não acredita que o Exército fará qualquer tentativa institucional de defender Pazuello, por mais injusta que possa ser a avaliação dos parlamentares. O motivo? Pazuello entrou no ministério como escolha pessoal do presidente Jair Bolsonaro e deixou o cargo da mesma forma.

Já era? Porém, entre generais de alta patente, a avaliação é de que as Forças Armadas já foram tragadas para o redemoinho da CPI da Covid, com a convocação de Pazuello. Resta saber até que ponto os senadores terão força e disposição de puxar os fardados para o epicentro da crise.

Estrago. À frente de uma das mais importantes “instituições” da sociedade civil, Felipe Santa Cruz corrobora essa impressão: “Em nenhum outro momento, desde a redemocratização, dano tão grande foi causado à imagem das Forças”, diz o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“Promiscuidade” na gestão Pazuello

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid do Senado, Omar Aziz (PSD-AM), falou neste domingo (9) em “promiscuidade” por parte da gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello à frente da Saúde e defendeu que essa condução pelo general não seja confundida com a imagem do Exército brasileiro.

“Fui deixar muito claro para que não queiram envolver uma instituição como o Exército brasileiro nessa promiscuidade que foi a gestão dele na Saúde. Para deixar claro isso”, disse o senador ao comentar o adiamento do depoimento de Pazuello à CPI, que foi comunicado a ele pelo comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.

Em entrevista ao historiador Marco Antonio Villa divulgada neste domingo, no Youtube, Aziz disse que a situação que envolveu a remarcação do testemunho de Pazuello já é “ponto superado”, e condenou a forma como o presidente Bolsonaro se porta diante das relações com a China.

“O governo não é eterno, tem mandato de quatro anos, pode ser renovado por mais quatro, mas um dia sai. Agora, nossa relação com o povo chinês é histórica. E começa aí o problema. Estamos cutucando onça com vara curta. O presidente, que é o chefe maior de uma nação, comandante de uma nação, nesse momento, o equilíbrio dele é importante para que a gente possa sair dessa pandemia”, avaliou o senador. Com informações da Coluna do Estadão e do portal Terra.

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