Domingo, 08 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de junho de 2021
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a Pasta cometeu “um engano” ao não prever a continuidade da pandemia após 2020. Há duas semanas, o Ministério da Economia afirmou à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, por meio de ofício, que não destinou recursos específicos para o combate à pandemia no Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2021 porque “não se vislumbrou a continuidade bem como o recrudescimento da pandemia da covid-19 no patamar atingido em 2021”. “Achávamos que a pandemia estava acabando não por má-fé, foi um engano”, afirmou.
Guedes foi questionado sobre o assunto durante audiência na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (1º). Ele rebateu parlamentares que reclamavam sobre a falta de recursos para a educação dizendo que o espaço no Orçamento é cada vez menor para todas as pastas. “Temos reclamação de todos os ministérios porque temos cada vez menos recursos discricionários”, completou.
Para o ministro, foi o Congresso o responsável pelos cortes feitos no Orçamento para o ano de 2021, e não sua Pasta. “Quem comanda o orçamento é a política. Ponto.”
Segundo ele, foi “a política” que “aprovou o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), preferiu adiar Censo (do IBGE) e resultou na alta de gastos com a Defesa”. “Quando aprova coisa boa, que é o Fundeb, foi a política. Quando adia o Censo foi o governo?”, questionou.
Guedes citou a ex-presidente do IBGE Suzana Guerra, que deixou o comando da instituição em abril, em meio à polêmica sobre o Censo. “Susana Guerra desistiu do IBGE. Toda hora alguém desiste porque acha que seus planos não são executáveis”, disse.
Questionaram pelos deputados sobre o aumento de verba para o Ministério da Defesa, em um contexto de limitação de recursos para a educação, o ministro disse que o Brasil é uma potência emergente e, por isso, precisa de orçamento para a área. “A decisão sobre isso é política”, afirmou.
Segundo ele, parlamentares que lutam por outro direcionamento dos recursos devem votar por isso na Câmara. “Os senhores (deputados) que são eleitos é que devem fazer o orçamento público”, disse. “Os acordos têm que ser feitos à luz do dia. O Orçamento tem que ser transparente.”
Guedes disse ainda que o governo de Jair Bolsonaro é Federalista e que nenhuma outra administração transferiu tantos recursos para Estados e municípios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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