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Política Bolsonaro já passou por seis cirurgias desde o atentado à faca em 2018

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Bolsonaro realizava um ato de campanha em Minas Gerais quando foi atacado, em 2018. (Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro foi transferido do Hospital das Forças Armadas (HFA) no final da tarde desta quarta-feira (14) para um hospital em São Paulo. A possibilidade da realização de uma “cirurgia de emergência” foi descartada. Caso fosse feita, seria a sétima cirurgia do presidente Bolsonaro desde o atentado de setembro de 2018, embora nem todas elas tenham sido devido ao ataque sofrido pelo então candidato.

A primeira delas ocorreu logo depois da facada, ainda em Juiz de Fora (MG), onde foi atacado. Levado às pressas a Santa Casa de Misericórdia da cidade, um ultrassom indicou a necessidade de uma cirurgia de emergência. Dois dias após o primeiro procedimento, o então candidato foi levado para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e foi submetido a um procedimento de desobstrução que retirou aderências de seu intestino delgado.

Após a posse, em janeiro de 2019, o presidente realizou mais um procedimento para retirar a bolsa de colostomia colocada após a facada. Ele utilizava o acessório desde o atentado e precisou ficar 18 dias internado em São Paulo. Em setembro do mesmo ano, fez novo procedimento, desta vez para corrigir uma hérnia causada por uma das operações anteriores, uma consequência comum em operações no intestino.

Após cinco horas de cirurgia no Hospital Vila Nova Star, na capital paulista, Bolsonaro ainda permaneceu internado por 10 dias para se recuperar da operação. Ainda aliados, o então ministro da Justiça Sérgio Moro e sua mulher, Rosângela Moro, fizeram uma visita ao presidente no hospital.

Em janeiro de 2020, o presidente foi internado para a realização de exames e fez também uma vasectomia, cirurgia para homens que não desejam ter mais filhos. Essa cirurgia não foi confirmada oficialmente pelo Palácio do Planalto. Em setembro do ano passado, o presidente também retirou um cálculo renal através de uma cistolitotripsia endoscópica, procedimento pouco invasivo.

Já em abril deste ano, Bolsonaro afirmou a apoiadores que deveria ser submetido a um novo procedimento para corrigir uma hérnia abdominal neste ano.

Questionado por eleitores, o presidente chegou a brincar sobre a necessidade de um novo procedimento.

“Tu é muito curioso, hein, cara? Eu estou ficando meio barrigudo, acho que vai ser lipoaspiração. Pega mal, também, fazer lipo, botox, né? Mas talvez esse ano mais umazinha, mas é tranquila. Hérnia. Eu tenho uma tela aqui na frente, tá saindo o bucho pelo lado, então tem que botar uma tela do lado”, afirmou.

Soluços

Bolsonaro tem se queixado há mais de uma semana dos soluços, que, segundo ele, pode ter sido causado por remédios que ele tomou.

A situação, que tem ficado em evidência durante entrevistas e discursos do presidente, chamou a atenção na internet: os termos “soluço” e “passa mal” estiveram entre as principais pesquisas relacionadas ao nome de Bolsonaro nos últimos sete dias, de acordo com a ferramenta Google Trends.

Bolsonaro demonstrou incômodo pela primeira vez no dia 5, quando, em sua tradicional conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, disse que estava falando pouco por ter feito dois implantes dentários no sábado anterior. Dias depois, durante uma entrevista na quarta-feira da semana passada, o presidente explicou que estava com soluço e afirmou que acreditava que a causa eram remédios:

“Estou com soluço há cinco dias. Fiz uma cirurgia para implante dentário no sábado. Talvez em função dos remédios que eu estou tomando, estou 24h por dia com soluço”, disse.

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