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Economia Cesta básica já consome mais da metade do salário mínimo do trabalhador brasileiro

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De 17 capitais pesquisadas, a cesta aumentou em 15.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
De 17 capitais pesquisadas, a cesta aumentou em 15.(Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

A cada mês, os trabalhadores brasileiros estão comprometendo uma parcela maior do salário em itens básicos, como a alimentação. O Dieese mediu o impacto da inflação. Em julho, o trabalhador precisou comprometer, em média, 55,68% do salário mínimo para comprar a cesta básica. De 17 capitais pesquisadas, a cesta aumentou em 15.

O autônomo José Helenildo conta que a sua renda ficou praticamente a mesma no último ano, mas o preço da conta no mercado disparou. “Só numa comprinha dessa daqui, com certeza. Antes, você pagava num pacote de arroz R$ 9, R$ 10. Agora você está pagando R$ 17”, compara.

Para trabalhadores como José Helenildo, que ganham cerca de um salário mínimo, os itens da cesta básica correspondem a mais da metade da renda. Segundo o Dieese, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, 55,68%, em média, no levantamento de julho.

De 17 capitais pesquisadas, a cesta aumentou em 15 de junho para julho deste ano. Os maiores aumentos foram em fortaleza (3,92%), Campo Grande (3,89%) e Aracaju (3,71%). Perto de 4%, em apenas um mês.

Na comparação com julho do ano passado, todas as capitais tiveram alta nos preços. Brasília lidera, com quase 30% de aumento.

Na cesta do professor Wilson Ornellas, por exemplo, só vai o básico. “Um pacote de arroz, um de leite, só o básico. Um pacote de tomate, porque não dá para estocar mais, não. Foi-se o tempo que a gente estocava. Independentemente da classe social, ninguém está dando conta de estocar”, constata.

Segundo o levantamento, a cesta básica mais cara do país está em Porto Alegre: custa mais de R$ 656, em média. Depois, em Florianópolis e São Paulo.

Usando o valor da cesta básica de Porto Alegre, por exemplo, o Dieese calcula que, para alimentar uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças, o salário mínimo do país deveria ser de R$ 5.518, mais de cinco vezes o valor atual.

A pesquisa também mostra que o brasileiro precisa trabalhar mais tempo para comprar os produtos da cesta básica. Em julho do ano passado, considerando uma jornada de 8 horas por dia, o trabalhador levava 12 dias para comprar a cesta. Em julho deste ano, esse tempo subiu: são 14 dias. Ou seja, quase a metade de um mês inteiro de trabalho só para comprar o básico da alimentação.

O economista Ricardo Henriques, da Universidade Federal Fluminense, afirma que a inflação tem um efeito devastador na renda dos mais pobres.

“O que estamos vivendo hoje é uma situação em que, com o crescimento da inflação, os mais pobres e os mais vulneráveis sofrem desproporcionalmente. Aqueles que ganham em torno de um salário mínimo têm uma punição enorme do ponto de vista da qualidade, inclusive da sua alimentação, da qualidade das suas condições de vida”, disse o professor da UFF.

No caso da aposentada Vanda Silva, o preço da cesta afetou a qualidade e a variedade da alimentação: “Eu comprava feijão, eu comprava arroz… Açúcar, às vezes. Muita verdura. Hoje, eu não comprei”.

tags: em foco

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Wagner Locatelli
28 de agosto de 2021 21:33

Bom dia a todos

Governador Eduardo Leite

Tudo errado, gaúcho passando fome e gaúcho desempregado não tem trabalho

Tbm Haiti vai ganhar dinheiro de bolsas familiares para o governo federal gastar dinheiro que nós, brasileiros, estamos sendo

Bahhh nós gaúcho desempregado…See more

Maria Cristina Martins Nocchi
28 de agosto de 2021 17:57

Minion, você é tão fanático e raivoso que não percebe que o bolsoleite é um sartonaro mais jovem e gay. Leite, Sartori e bolso genocida bagaceira miliciano são idênticos em essência: ultraneoliberais, privatistas, darwinistas e eugenistas sociais e mandaletes do mercado financeiro e do agronegócio. É só analisar as políticas implementadas por cada um deles. Não adianta o bolsonazi criar factóides ou o o leitonaro de sapatênis falsamente se insurgir contra as ameaças às instituições ( leite faz o mesmo ao suprimir a soberania popular ao impedir que os gaúchos se manifestem sobre ass privatizações em plebiscito extinto pelo sartoleite).… Leia mais »

Edu Filho
28 de agosto de 2021 08:49

Parabéns Desgovernador Calça Rosa, o ” Mentiroso de Campanha ” ou Comunista Ligth do PSDB, falta pouco para retornar aos frescos ares de Pelotas. O mais Rizivel desta figura Patética é que a Glória da Vacinação, da Produção Agrícola, etc são Bandeiras ” como se fossem suas “, nunca plantou um Pé de Milho, e o que trouxe de Pelotas para Porto Alegre foi a FAMA de Desprefeito Incompetente de Pelotas, que nesta Gestão do Estado RS foi confirmada. O Gringo Tinha e Tem Razão, VOLTA IVO SARTORI.

Adroaldo Mousquer
30 de agosto de 2021 13:24

o inocente que não tem responsabilidade sobre nada. Tú ou algum parente deve estar em um bom cargo. Outra explicação seria o fanatismo?

Jose Lovatto
28 de agosto de 2021 11:34

“Fique em casa, que a economia a gente vê depois”. Levianamente mandaram fechar tudo, quebrar a economia e o resultado está aí. Simples!

Adroaldo Mousquer
30 de agosto de 2021 13:22

E daí? Quem manda na mídia está preocupado com o salário? Nem um pouco. E o pobre que é maioria está sendo convocado a reeleger seus algozes. Ah, e a culpa é do Lula né? Até quando?

João Fernando Zacher
30 de agosto de 2021 20:23

O povo recebendo um salário de fome enquanto a elite política faz festa com nossos impostos. São só auxílios, penduricalhos e aumentos na calada da noite. O povo não precisa de 513 ladrões roubando nossos impostos. No dia 7 o povo tem que ir para a rua. Só com uma nova Constituição (toda remendada) o salário será reajustado devidamente. Com o fechamento desse Congresso usurpador sobrará dinheiro para se fazer tudo de bom e o Brasil voltará a crescer. Não podemos mais sustentar uma gente sinistra que nunca lembra do povo. Só lembram de sí e de suas familias e… Leia mais »

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