Quarta-feira, 03 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 3 de junho de 2026
Defesa de Marcos Camacho argumenta que o cliente já está submetido a monitoramento constante.
Foto: ReproduçãoA Justiça de São Paulo negou nesta quarta-feira (3) o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão mantém a prisão preventiva decretada no âmbito da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa e que também teve como alvo a influenciadora Deolane Bezerra.
Ao analisar o pedido liminar de habeas corpus, a desembargadora da 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu que não há ilegalidade evidente que justifique a revogação imediata da prisão preventiva. O mérito da ação ainda será analisado pelo colegiado.
Em nota, o advogado Bruno Ferullo Rita afirmou que a decisão tem caráter preliminar e que os argumentos da defesa serão examinados posteriormente pelos desembargadores.
No habeas corpus, os advogados sustentaram que a nova prisão preventiva seria desnecessária, já que Marcola cumpre pena desde 1999 na Penitenciária Federal de Brasília, sob regime de segurança máxima, monitoramento permanente e restrição de contatos externos.
A defesa também alegou falta de fundamentação individualizada, ausência de contemporaneidade dos fatos investigados — ocorridos entre 2021 e 2022 — e questionou a inexistência de audiência de custódia após a decretação da prisão.
Na decisão, a Justiça destacou que a empresa Lopes Lemos Transportes Ltda., apontada como peça central do esquema investigado, já foi reconhecida em outro processo como estrutura utilizada para lavagem de dinheiro. Relatórios de inteligência financeira indicariam movimentações incompatíveis com a renda declarada pelos investigados e mecanismos de ocultação patrimonial.
Segundo a magistrada, há indícios de continuidade das atividades criminosas mesmo durante o período em que Marcola esteve custodiado em presídio federal de segurança máxima. A decisão também menciona que ele e seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, teriam coordenado o esquema a partir do sistema penitenciário federal.
A Operação Vérnix investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio de uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista. A investigação começou em 2019 após a apreensão de bilhetes e manuscritos com presos da Penitenciária 2 da cidade.
Além de Marcola e familiares, a operação também teve como alvo Deolane Bezerra. Segundo a apuração, contas bancárias utilizadas em movimentações investigadas estariam registradas em seu nome.
Na semana passada, a defesa de Marcola afirmou que ele não conhece a influenciadora e negou qualquer participação nos fatos investigados. Já os advogados de Deolane sustentam que ela é inocente e que os fatos serão esclarecidos durante a investigação.
As apurações apontam que Ciro César Lemos, considerado operador financeiro da facção, administraria recursos atribuídos à cúpula do PCC. A análise de seu telefone celular teria identificado registros de depósitos para contas ligadas a Deolane Bezerra e a Everton de Souza.
De acordo com o Ministério Público, os recursos movimentados pela empresa seriam destinados a Marcola, Alejandro e familiares. Ciro César Lemos e sua esposa são considerados foragidos. As informações obtidas durante a investigação deram origem à Operação Vérnix, uma das principais frentes de apuração sobre o patrimônio atribuído à cúpula do PCC.
(Com G1)
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Mais de 300 anos de cadeia, tem a cara de pau de pedir para sair! Acho q o advogado desse sujeito é pior que ele!
Só espero que não tenha nenhum Marco Aurélio, amigo de traficantes!