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Mundo Câmara dos Estados Unidos aprova resolução para limitar poderes de Trump na guerra contra o Irã

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Pela Lei dos Poderes de Guerra, o presidente dos Estados Unidos não pode manter tropas em hostilidades ativas por mais de 60 dias sem autorização do Congresso.

Foto: White House
Pela Lei dos Poderes de Guerra, o presidente dos Estados Unidos não pode manter tropas em hostilidades ativas por mais de 60 dias sem autorização do Congresso. (Foto: White House)

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (3) uma resolução que busca limitar os poderes do presidente Donald Trump em relação à guerra contra o Irã. A medida representa uma derrota política para a Casa Branca e reflete o crescente desconforto de parte do Congresso com a condução do conflito.

A resolução foi aprovada por 215 votos a 208. Além da bancada democrata, quatro republicanos romperam com o partido e apoiaram a proposta: Thomas Massie, Brian Fitzpatrick, Tom Barrett e Warren Davidson.

O texto foi apresentado pelo deputado democrata Gregory Meeks, de Nova York, integrante mais graduado da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. A iniciativa faz parte de uma ofensiva dos democratas, que vêm pressionando por votações sobre o tema tanto na Câmara quanto no Senado nas últimas semanas.

A análise da proposta estava inicialmente prevista para 21 de maio, mas acabou sendo retirada da pauta pelos líderes republicanos. Na ocasião, Meeks acusou o presidente da Câmara, Mike Johnson, de adiar deliberadamente a votação para evitar uma derrota do partido.

“Muitos dos meus colegas republicanos estão sentindo a pressão em seus estados ao verem o preço dos alimentos e da gasolina”, afirmou Meeks anteriormente, ao relacionar os impactos econômicos da crise no Oriente Médio à crescente insatisfação de parlamentares.

Segundo o deputado democrata, Johnson estaria tentando proteger Trump das críticas sobre a condução da guerra. “Ele está sob pressão. Está tentando acobertar o presidente, mas acredito que esse tempo está se esgotando rapidamente”, declarou.

Resolução prejudicial

Antes da votação, o presidente da Câmara, Mike Johnson, classificou a resolução como prejudicial aos interesses dos Estados Unidos e alertou para possíveis impactos negativos nas negociações diplomáticas envolvendo o Irã.

“Acho extremamente perigoso retirar da administração e do comandante-em-chefe a capacidade de negociar neste momento. Isso enfraquece nossa posição e nossa influência em eventuais negociações de paz”, afirmou.

Johnson também defendeu a atuação do governo americano na chamada Operação Fúria Épica, nome dado à campanha militar contra o Irã. Segundo ele, os objetivos da missão foram alcançados e o presidente agora trabalha para consolidar um acordo de paz.

“O presidente está em processo de concluir um acordo e precisa ter liberdade para isso. Uma resolução sobre os poderes de guerra neste momento é inoportuna e potencialmente perigosa para o país”, argumentou.

Início da revisão

No mesmo dia, os inspetores-gerais do Pentágono, do Departamento de Estado e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) anunciaram o início de uma revisão conjunta das operações militares americanas contra o Irã.

Em comunicado, os órgãos informaram que a legislação americana exige fiscalização de operações militares no exterior que ultrapassem 60 dias de duração.

A decisão é considerada relevante porque indica que os órgãos de controle entendem que a guerra já superou esse limite legal. O conflito teve início em 28 de fevereiro.

Pela Lei dos Poderes de Guerra, o presidente dos Estados Unidos não pode manter tropas em hostilidades ativas por mais de 60 dias sem autorização do Congresso. Segundo críticos da administração Trump, essa autorização nunca foi solicitada para a Operação Fúria Épica.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, argumentou no mês passado que a contagem do prazo foi reiniciada quando Trump anunciou um cessar-fogo com o Irã em abril. A interpretação, no entanto, é contestada por parlamentares e especialistas em direito constitucional.

A aprovação da resolução e o início da revisão pelos órgãos de fiscalização aumentam a pressão sobre a Casa Branca e podem ampliar o debate sobre os limites da autoridade presidencial em conflitos militares sem autorização formal do Congresso.

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vanderlei stefani
3 de junho de 2026 20:34

Sabes o que mais morreu no Líbano? O mito da humanidade ocidental. Porque depois de todos os discursos, todas as cimeiras, todas as palestras sobre direitos humanos, democracia, direito internacional e “ordem baseada em regras”, o mundo assistiu a bombas cair – e os mesmos líderes que dão palestras a todos os outros ficaram de repente muito quietos. É por isso que as pessoas estão zangadas. Não apenas a destruição. Não apenas o medo. Não apenas os civis forçados a fugir. Mas a hipocrisia. Os líderes ocidentais podem condenar a violência quando ela vem dos seus inimigos. Eles podem impor… Leia mais »

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