Domingo, 20 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de outubro de 2015
A presidenta da Suíça, Simonetta Sommaruga, alertou: “Berna vai ajudar o Ministério Público brasileiro a lutar contra a corrupção, seja quem for a pessoa sob suspeita ou o tamanho da empresa envolvida”. Em resposta ao Estado sobre a ação do governo suíço em relação ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Simonetta preferiu não entrar em detalhes. Mas garantiu que o cargo de uma pessoa não influencia nas investigações.
“Queremos lutar contra corrupção, independente de quem sejam a pessoa ou empresa sob suspeita”, afirmou Simonetta, que acumula o cargo de ministra da Justiça. Ela insiste que não pode entrar em detalhes sobre a investigação por estar sendo liderada pelo Ministério Público da Suíça. Berna congelou no início do ano mais de 400 milhões de dólares em contas relacionadas com a Operação Lava-Jato.
Na semana passada, o Ministério Público da Suíça transferiu ao Brasil a investigação relacionada com o presidente da Câmara. Os suíços encontraram quatro contas em seu nome no banco Julius Baer e a suspeita é que eram alimentadas por um esquema envolvendo a Petrobras e projetos na África. Cerca de 2,3 milhões de dólares foram congelados.
O Estado de S. Paulo revelou que dados sobre mais cem contas bloqueadas poderão em breve seguir para o Brasil. Para pessoas próximas à investigação, o processo e envio de dados ao País continuará em 2016. No mês que vem, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá viajar para Berna, no que acarretaria em novos anúncios sobre os resultados da cooperação entre os dois ministérios públicos. Os suíços iniciaram a averiguação sobre os ex-diretores da Petrobras ainda no fim de 2013.
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