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Rio Grande do Sul Não vacinados são a maioria entre as hospitalizações e mortes por Covid em janeiro no Rio Grande do Sul

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65% das internações e 67% das mortes ocorreram em pessoas sem o esquema vacinal completo.

Foto: EBC
65% das internações e 67% das mortes ocorreram em pessoas sem o esquema vacinal completo. (Foto: EBC)

Um levantamento da Secretaria da Saúde (SES) das hospitalizações e óbitos por Covid-19 no Rio Grande do Sul notificadas em janeiro deste ano mostra que 65% das internações e 67% das mortes ocorreram em pessoas que não haviam recebido nenhuma dose contra o coronavírus ou tinham o esquema incompleto (apenas uma dose no esquema de duas). Os dados reforçam que a vacinação com o esquema completo é a principal forma de proteção contra a doença, ainda mais quando acrescida da dose de reforço.

Apesar de serem a maioria entre hospitalizações e óbitos, esses dois status sem vacinação completa são os menores na proporção com os outros: são cerca de 8,5% da população do Estado que não fizeram a segunda dose e 18,6% que não fizeram nenhuma dose (incluindo entre esses aquelas pessoas fora da idade preconizada). Pessoas com esquema completo (duas doses ou dose única) mais a dose de reforço já representam hoje cerca de 24,1% da população gaúcha, enquanto 48,8% possui esquema completo mas ainda sem o reforço.

Os dados foram obtidos por meio dos registros de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave com classificação final de Covid-19 notificadas no Sivep-Gripe (entre 01/01/22 e 27/01/22) e então cruzados com o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI).

Redução em 87% nos riscos de morte em adultos

Os dados de janeiro deste ano seguem a mesma tendência que um estudo do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) já tinha apresentado em dezembro do ano passado, com dados de hospitalizações e óbitos entre agosto e novembro.

Na época, os dados apontaram que o esquema vacinal completo (duas doses ou dose única) reduziu em 87% o risco de morte pelo coronavírus nas pessoas com 20 anos ou mais entre agosto e novembro. Entre os idosos, a vacinação de reforço, por sua vez, foi capaz de diminuir em 95% a incidência de óbito no período.

Aumento de casos em 2022

Outro fato que aumenta a importância da vacinação neste momento é o crescente número de casos de Covid-19 registrados neste mês no Rio Grande. Janeiro já é considerado em toda a pandemia como o mês com maior circulação da doença. Mais de 316 mil novos casos registrados (por data de início de sintomas), sendo que esse número ainda é parcial, visto que ainda podem entrar mais casos relacionados a este período nos próximos dias. Isso representa mais do que todo o segundo semestre de 2021. Esse aumento de casos já vem repercutindo no aumento das hospitalizações e óbitos, que nas últimas semanas também voltaram a ter alta, após meses de queda.

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