Terça-feira, 14 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 14 de julho de 2026
Para Moraes, há indícios de que a publicação possa ter descumprido as medidas cautelares impostas ao ex-presidente.
Foto: Luiz Silveira/STF)O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, estaria buscando “uma desculpinha” para retirar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da prisão domiciliar e transferi-lo para um regime mais rigoroso. As declarações foram feitas durante uma transmissão ao vivo realizada nas redes sociais, um dia após Moraes determinar a suspensão, por 90 dias, das visitas do parlamentar ao pai.
A decisão do ministro também estabeleceu que a defesa de Bolsonaro apresente esclarecimentos sobre a divulgação de uma carta escrita pelo ex-presidente e publicada por Flávio nas redes sociais. Para Moraes, há indícios de que a publicação possa ter descumprido as medidas cautelares impostas ao ex-presidente, entre elas a proibição de utilização de redes sociais de forma direta ou por intermédio de terceiros.
Ao comentar a decisão, Flávio afirmou que a medida representa uma tentativa de criar justificativas para endurecer o cumprimento da pena do pai. “O que eu percebo é que, mais uma vez, Alexandre de Moraes quer só uma desculpinha para tirar o meu pai da prisão domiciliar. Gente, não vamos ser ingênuos”, declarou.
O senador também mencionou a operação de busca e apreensão realizada anteriormente na residência de Bolsonaro. Segundo ele, a defesa havia informado previamente às autoridades onde estavam as armas registradas em nome do ex-presidente e não haveria qualquer fundamento para novas medidas. Na avaliação de Flávio, haveria uma tentativa de encontrar algum elemento que justificasse a revogação da prisão domiciliar.
Durante a transmissão, o parlamentar sustentou que a publicação da carta não configurou desrespeito às determinações judiciais. Ele argumentou que Bolsonaro não teria solicitado nem orientado a divulgação do documento e lembrou que outras cartas atribuídas ao ex-presidente já haviam sido tornadas públicas anteriormente sem que houvesse contestação semelhante por parte do Supremo. Também citou que uma correspondência divulgada anteriormente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não motivou providências semelhantes.
Flávio classificou a decisão de Moraes como uma interferência no processo eleitoral e afirmou que o prazo de 90 dias para a suspensão das visitas termina apenas após o primeiro turno das eleições deste ano. Segundo ele, a coincidência do calendário reforça sua interpretação de que as medidas possuem impacto político.
A suspensão das visitas foi determinada depois que Moraes concluiu que a divulgação da carta poderia ter ocorrido como forma de contornar as restrições impostas ao ex-presidente durante o cumprimento da prisão domiciliar. A defesa de Bolsonaro foi intimada a prestar esclarecimentos sobre o episódio, enquanto o caso segue em análise no Supremo Tribunal Federal.
(Com informações de CNN Brasil, UOL e Terra.)
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