Sexta-feira, 11 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Presidente da Ucrânia diz que a Rússia parou de “só fazer ultimatos” e “adotou enfoque diferente” em negociações

Compartilhe esta notícia:

Se confirmada, ida dos secretários americanos será a primeira visita oficial de membros do governo Biden à Ucrânia desde o início da guerra, em 24 de fevereiro. (Foto: Reprodução/Twitter)

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que há mudanças significativas nas negociações entre seu país e a Rússia, que ocorrem em paralelo à guerra. Em entrevista coletiva neste sábado, Zelensky disse “estar feliz” por perceber “passos positivos” nas últimas negociações bilaterais.

“A Federação Russa nos deu ultimatos desde o início, que não aceitamos”, disse Zelensky. “Agora, eles começaram a falar sobre algo, não apenas lançando ultimatos. É um enfoque fundamentalmente diferente.”

Zelensky não especificou quando ocorreram as últimas negociações. Embora tenham ocorrido quatro encontros presenciais oficiais entre os representantes dos países até o momento, o presidente russo, Vladimir Putin, já afirmou que as negociações “agora acontecem quase diariamente”. Isto dá a entender que as conversas às quais o ucraniano se referiu ocorreram de forma extraoficial, provavelmente por meios virtuais e não presencialmente. Na sexta-feira, Putin também insinuou perceber avanços nas negociações. Apesar disso, em nenhum momento a Rússia disse que abrirá mão de seus objetivos.

Na quinta-feira, a Turquia sediou as primeiras negociações entre os ministros das Relações Exteriores russo e ucraniano desde o início da invasão, o encontro de mais alto nível até agora. Realizaram-se também três sessões de diálogo ao nível das delegações, a primeira na fronteira ucraniana-bielorrussa e as duas seguintes na fronteira polaco-bielorrussa.

Neste sábado, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, informou que as reuniões continuarão ocorrendo por videoconferências, sem dar mais detalhes.

Na mesma declaração, transmitida pela televisão, o presidente ucraniano deu pela primeira vez um número de soldados ucranianos mortos desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro: no mínimo 1.300. Ele afirmou que a Rússia “sofreu muito mais baixas”. Os números não podem ser confirmados de forma independente.

Zelensky disse que pediu aos líderes da França e da Alemanha – Emmanuel Macron e Olaf Scholz, respectivamente – para pressionarem o Kremlin para libertar o prefeito de Melitopol, uma cidade do Sul agora ocupada por tropas russas. Ivan Fedorov foi capturado na sexta-feira, e civis protestam por sua libertação.

Macron e Scholz tiveram uma conversa trilateral por telefone de 75 minutos com Putin neste sábado (12). O comunicado do Kremlin sobre o chamado não faz menção a um cessar-fogo, e diz que o presidente russo acusou as forças ucranianas de “violações flagrantes” do direito humanitário durante a chamado. De acordo com a nota, Putin mencionou “assassinatos extrajudiciais de opositores”, “tomada de reféns civis” e seu “uso como escudo humano”, bem como a “distribuição de armas pesadas em áreas residenciais, perto de hospitais, escolas e creches”.

Ainda não há notas oficiais de França e Alemanha. Um funcionário da Presidência francesa disse à agência de notícias AFP, sob anonimato, que “não detectamos a disposição de Putin de encerrar a guerra”.

Neste sábado, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, acusou os Estados Unidos de aumentar as tensões e disse que a situação foi complicada por comboios de carregamentos de armas ocidentais para a Ucrânia. Ele descreveu esses comboios como “alvos legítimos”.

A Rússia enfrenta dificuldades para avançar, e neste sábado suas tropas fizeram mais uma pausa operacional rumo a Kiev. As informações são do jornal O Globo e de agências internacionais de notícias.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Rússia diz que comboios com armas estrangeiras na Ucrânia são “alvos legítimos”
Premier League retira de magnata russo status de diretor do Chelsea
Pode te interessar