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Economia Presidentes dos Estados Unidos e da China disputam para ver qual país terá o maior PIB do mundo

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Joe Biden e Xi Jinping enfrentam dificuldades econômicas internas. (Foto: Reprodução)

Dois líderes que enfrentam dificuldades econômicas internas estão mudando parte do foco para uma disputa sobre qual dos dois países que comandam terá o crescimento mais sólido neste ano.

Nos últimos 30 dias, o presidente americano, Joe Biden, disse duas vezes que a economia dos EUA poderá crescer neste ano mais que a da China pela primeira vez desde 1976. As declarações, segundo a Casa Branca, se baseiam em projeções independentes e atingiram Pequim num ponto sensível.

Nos últimos 30 dias, o presidente americano, Joe Biden, disse duas vezes que a economia dos EUA poderá crescer neste ano mais que a da China pela primeira vez desde 1976. As declarações, segundo a Casa Branca, se baseiam em projeções independentes e atingiram Pequim num ponto sensível.

Quando o presidente chinês, Xi Jinping, reafirmou inesperadamente, dias atrás, a meta de crescimento para 2022, de cerca de 5,5%, pareceu estar enviado um recado, em parte, à Casa Branca.

Na China, o crescimento anual sempre foi o indicador econômico mais observada, ao contrário dos EUA, onde os dados de inflação e desemprego atraem mais atenção. E, por décadas, não houve absolutamente nenhuma competição, pois a China tinha crescimento de dois dígitos. Agora, a meta da China é a menor em mais de 30 anos, ainda que economistas a considerem inalcançável enquanto Xi se ativer à estratégia de “covid-zero”.

Um crescimento mais lento complicará o discurso de Xi de que “o Oriente está em ascensão, e o Ocidente, em declínio”, que considera o desempenho forte do Produto Interno Bruto (PIB) e o número menor de casos de covid-19 da China como temas essenciais.

Já a economia dos EUA se recuperou fortemente dos choques ligados à covid, impulsionada pela vacinação e por incentivos governamentais, embora a alta da inflação tenha levado o Fed (BC americano) a elevar as taxas de juros ao ritmo mais acelerado em décadas. A perspectiva de recessão cresceu. O Banco Mundial prevê que o crescimento dos EUA será de 2,5% neste ano e o da China, de 4,3%.

O recente compromisso do líder chinês em relação ao PIB indicou a crescente pressão política para garantir que a China cresça mais que o dos EUA num ano em que Xi tenta atrair apoio para um inédito terceiro mandato presidencial, dizem assessores e economistas.

Algumas autoridades dizem que Xi parece determinado a manter a meta de crescimento original para garantir que o crescimento da China seja maior que o dos EUA, mesmo que acabe ficando abaixo de 5,5%. “Caso contrário, como você explicaria a decadência do Ocidente?”, disse um economista ligado ao governo chinês.

A ênfase no PIB ocorre num momento em que tanto Biden quanto Xi estão às voltas com crescentes desafios internos.

“Eles transformaram isso numa competição em torno de qual país cresce mais”, disse Arthur Kroeber, sócio-fundador e diretor da consultoria econômica Gavekal Dragonomics. “Isso é politicamente importante para os dois.”

Biden, que disse que os EUA concorreriam com a China a partir de uma posição de força, num momento em que se aproximam as eleições legislativas de novembro.

Em artigo de 30 de maio no “The Wall Street Journal” sobre seu plano de combater a inflação, Biden tentou apresentar a economia americana como sólida, ao dizer que ela “pode crescer mais neste ano do que a economia da China pela primeira vez desde 1976”. Ele complementou com um tuíte, em 7 de junho, no qual citou projeção de especialistas independentes de que o crescimento americano poderia superar o da China em 2022. “Os EUA estão em posição econômica mais sólida hoje do que praticamente qualquer outro país.”

A maioria dos economistas prevê que a China não cumprirá sua meta de crescimento neste ano. As projeções variam atualmente entre uma taxa de crescimento de cerca de 4% e uma leve contração.

Ainda assim, analistas, entre os quais os do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), preveem que a China se sairá melhor que os EUA, que muitos economistas temem que entrará em recessão até o fim do ano.

Economistas há muito dão como certo que a economia da China ultrapassará a dos EUA cedo ou tarde. Mas alguns alertam agora que a guinada para um maior controle estatal da economia, com a decorrente desaceleração da produtividade, e o encolhimento da população economicamente ativa poderão impedir a China de superar os EUA.

Bert Hofman, ex-diretor do Banco Mundial, disse que, embora seja plausível que o PIB da China alcance o dos EUA nos próximos 20 anos, isso depende de como Pequim reagirá aos desafios atuais. “Reformas limitadas impedirão a China de alcançar [os EUA]”, disse Hofman, que hoje dirige o Instituto da Ásia Oriental da Universidade Nacional de Cingapura. As informações são da agência Dow Jones Newswires.

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