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Geral Mesmo com a queda na temperatura, a Expointer teve bom público no domingo; no primeiro final de semana, mais de 154 mil pessoas compareceram à feira

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Feira . (Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini)

Um público de 154,2 mil pessoas compareceu à 45ª Expointer neste primeiro final de semana (27 e 28), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre. No sábado (27), circularam pelo local 90 mil pessoas. Neste domingo (28), números parciais indicaram a presença de 64,2 mil visitantes até as 17h. O número é considerado recorde para os dois primeiros dias de evento. Os portões da feira, que ocorre até dia 4 de setembro, estão abertos das 8h às 20h30min.

O Pavilhão da Agricultura Familiar, um dos mais visitados, comercializou R$ 762.973,13 só no sábado, sendo a soma dos resultados das agroindústrias (R$ 604.989,13), cozinhas (R$ 45.097,00) e artesanato, plantas e flores (R$ 112.887,00). Em relação ao primeiro dia da feira de 2019, houve um acréscimo de 72,16%.

Segundo o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Domingos Antonio Velho Lopes, a grande presença de público nesse primeiro final de semana confirmou o sentimento dos organizadores da feira sobre a vontade da população urbana e rural de se reencontrar, de confraternizar. “Também estamos vendo o espírito de negócios extremamente fortificado no sistema financeiro, no Pavilhão da Agricultura Familiar, no setor de máquinas e implementos agrícolas. Acontecendo mais negócios, batendo recordes que não eram característicos nos primeiros dias do evento. A população atendeu ao chamado, e os expositores estão imbuídos desse sentimento de retomada de uma grande Expointer”.

O biólogo Marcelo Augusto Hugendobler visitou o Pavilhão da Agricultura Familiar com o pai, Osmar; a mãe, Elvira; e o filho, Matheus neste domingo. Hoje com 53 anos, Hugendobler frequenta a Expointer desde que estudava na Escola Técnica Agrícola (ETA), em Viamão. A família é de Novo Hamburgo e possui uma empresa de flores e jardins. “Eu sempre tive vínculo com agricultura, meu pai é descendente de produtores rurais. Eu inclusive já trabalhei na Secretaria da Agricultura do Estado de 1995 a 1998”, contou.

Ele festejou a volta da feira “quase normal”. “A Expointer vai voltar a ser o que era antes da pandemia. Ela é importante para ajudar a fixar o jovem no campo e para a geração de emprego e renda”, disse o biólogo.

O aposentado José Rank, de 61 anos, visitou o Galpão do Cavalo Crioulo com o neto, Patrick, de 14 anos, e o sobrinho-neto André, também de 14 anos. Eles vieram da cidade de Mafra, no planalto norte de Santa Catarina, em um grupo de 17 pessoas em 4 carros. “Viemos no sábado e hoje já vamos retornar. É a segunda vez que viemos para ver a Expointer. Gostamos muito”, disse.

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