Sábado, 25 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 5 de outubro de 2022
Um em cada 20 deputados federais recebeu votos suficientes para atingir ou ultrapassar o quociente eleitoral – ou seja, obtiveram uma cadeira na Câmara dos Deputados sem depender dos votos totais obtidos pelo conjunto do partido ou da federação.
Os que atingiram ou superaram o quociente foram 25 do total de 513 (4,85%). O percentual é menor do que o registrado em 2018, quando 27 deputados foram eleitos só com votos próprios.
Ao todo, 11 partidos tiveram representantes que superaram o quociente eleitoral. A legenda com o maior número de cadeiras foi o PL, do presidente Jair Bolsonaro, com oito representantes. Em seguida vem o PP, com quatro.
Na Câmara dos Deputados, o quociente eleitoral é a divisão dos votos válidos (sem contar com nulos e brancos) pelo número de cadeiras que cada Estado tem direito. Para eleger apenas um deputado, a legenda precisa atingir uma vez o número de votos do quociente eleitoral; para dois parlamentares, duas vezes. Definidos o número de candidatos que a sigla terá direito, os mais votados ocupam as vagas.
Esta eleição para a Câmara é a primeira sem coligações partidárias – a união de partidos apenas durante as eleições, para conquistar mais fundos, horário de TV e vagas. Com isso, os partidos concorrem sozinhos ou em federações, que precisam durar pelo menos quatro anos.
O resultado da nova regra é que os candidatos que receberam mais votos que o necessário ajudam a eleger apenas os integrantes do próprio partido ou federação e não de outras legendas.
O valor do quociente, no entanto, pode sofrer alterações à medida que as candidaturas são analisadas pela Justiça Eleitoral, segundo a cientista política do Centro de Política e Economia do Setor Público Lara Mesquita.
“Para a eleição de deputado tem muita variação conforme o julgamento das candidaturas e tem muita coisa que fica para depois da eleição”, explica a cientista política.
Veja quantos deputados eleitos atingiram o quociente eleitoral:
— 8 deputados do PL: Nikolas Ferreira (MG), Carla Zambelli (SP), Eduardo Bolsonaro (SP), Ricardo Salles (SP), André Ferreira (PE), Filipe Barros (PR), General Pazuello (RJ) e Bia Kicis (DF).
— 4 deputados do PP: Delegado Bruno Lima (SP), Clarissa Tércio (PE), Arthur Lira (AL) e Doutor Luizinho (RJ).
— 3 deputados do PSOL: Guilherme Boulos (SP), Taliria Petrone (RJ) e Fernanda Melchionna (RS).
— 2 deputados do PT: Gleisi (PR) e Paulo Pimenta (RS).
— 2 deputados do União: Silvye Alves (GO) e Daniela do Waguinho (RJ).
— 1 deputado do Avante: André Janones (MG).
— 1 deputado do Cidadania: Amom Mandel (AM).
— 1 deputado do Novo: Marcel van Hattem (RS).
— 1 deputado do Podemos: Deltan Dallagnol (PR).
— 1 deputada do PSB: Tabata Amaral (SP).
— 1 deputado do Republicamos: Tenente Coronel Zucco (RS).
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O BRASIL NÃO É UM PAÍS SÉRIO: Já dizia aquele grande político…. O povo é apenas uma massa de manobras para votar mas são os corruptos que distribuem nossos votos para aquela cachorrada que nunca sai de lá… A gente pensa que vai eleger um sujeito honesto mas quem pega a vaga é o “PICARETA DA VEZ “… – Me irrito quando locutores falam… “O POVO TEM O PODER DO VOTO”…. – ” O POVO PODE MUDAR ESSA SITUAÇÃO” – quando na verdade estão pensando: Que gente ingênuna… Foi criado o ” Quociente Eleitoral” O tal voto proporcional, para manter… Leia mais »