Terça-feira, 23 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de janeiro de 2023
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, em suas redes sociais, na noite do último sábado (31), que, a cada momento que Jair Bolsonaro (PL) precisa de apoio, “mais máscaras caem”. A afirmação foi feita momentos depois do pronunciamento à nação feita pelo então presidente em exercício, Hamilton Mourão (Republicanos), na mesma data.
“Meu conselho aos mais jovens: não deixe que o ego e a ambição por poder te sigam. Se isso ocorrer, você jamais será líder”, continuou o filho do presidente.
O deputado afirmou que a crítica de Mourão é uma demonstração de “ambição de poder” e que ele jamais será um líder.
Já o deputado estadual Bruno Engler (PL-MG) foi mais forte nas suas críticas ao político gaúcho. Ele afirmou que a fala de Mourão é uma sinalização aos traidores de Bolsonaro.
“Mourão resolver abraçar os traidores! Um bosta! Assim como os bundas moles que um dia juraram defender o Brasil!”, postou Engler em seu Twitter.
Apoiadores de Bolsonaro passaram a chamar o senador eleito pelo Rio Grande do Sul de “víbora, traidor e oportunista”.
Mourão usou o pronunciamento em cadeia de rádio e TV para criticar representantes dos Três Poderes, defender as Forças Armadas e anunciar uma dura oposição ao “projeto progressista” do futuro governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Mourão foi explícito em sua defesa das Forças Armadas, dizendo que elas pagaram a conta em meio ao silêncio de algumas lideranças, no que pode ser visto também como uma crítica a Bolsonaro, que em nenhum momento reconheceu publicamente a vitória de Lula nem fez qualquer declaração visando desmobilizar apoiadores que pediam um golpe aos militares.
“Lideranças que deveriam tranquilizar e unir a nação em torno de um projeto de país deixaram com que o silêncio ou o protagonismo inoportuno e deletério criasse um clima de caos e de desagregação social e de forma irresponsável deixaram que as Forças Armadas de todos os brasileiros pagassem a conta, para alguns por inação e para outros por fomentar um pretenso golpe”, disse. As informações são do jornal Estado de Minas e da agência de notícias Reuters.
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