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Política Novo Congresso Nacional assume nesta quarta mais conservador e empoderado; veja o perfil dos parlamentares

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Eleição para a presidência da Câmara e do Senado será teste político para o governo Lula

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Eleição para a presidência da Câmara e do Senado será teste político para o governo Lula. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

O resultado das eleições que definirão o comando do Congresso, nesta quarta-feira (1°) é decisivo para o Palácio do Planalto. Mesmo sem verbas do orçamento secreto, os presidentes da Câmara e do Senado mantêm uma força e protagonismo que exigirão esforço do presidente Lula para consolidar sua base aliada e garantir a governabilidade.

O cenário forçará Lula a fazer uma negociação no varejo com deputados e senadores a partir desta semana. Arthur Lira (PP-AL) já é dado como reeleito na Câmara. No Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) é o favorito. O novo Parlamento tem perfil conservador e protagonismo do Centrão reforçado. O grupo político comandado por PP e PL tem 235 votos na Câmara. Já a esquerda apenas 124.

Homens brancos

O perfil dos deputados e senadores que votarão cada lei e cada mudança na Constituição a partir desta semana não foge à regra das últimas legislaturas. Enquanto a maioria da população é formada por mulheres e negros, na Câmara 83% dos deputados são homens e 72% são brancos. Tirando 39 deputados e um senador, todo o restante é político, já ocupou cargo eletivo.

Dos 37 ministros de Lula, 14 são deputados ou senadores. O deputado Alexandre Padilha (PT), foi escolhido para a Secretaria de Relações Institucionais. Outro ministério chave nesse processo é a Casa Civil, comandada pelo ex-governador da Bahia Rui Costa (PT), que faz o pente-fino em todos os cargos federais.

Forças políticas

O novo Congresso é formado por sete forças que controlam a pauta e influenciam diretamente na relação dos deputados e senadores com o governo. Despontam o presidente da Câmara, Arthur Lira, que deve ser reeleito por mais dois anos no comando da Casa, e Rodrigo Pacheco, que se aproximou da base de Lula para também ser reconduzido. Bolsonaro conseguiu eleger nomes como Hamilton Mourão e Damares Alves. Entre os novos senadores está também Sérgio Moro.

Na base de apoio, está o PT, outra força do Congresso e vinculada diretamente à figura do presidente da República. Completam a lista o deputado Elmar Nascimento (União) e o senador Davi Alcolumbre (União). No União, hoje são os aliados mais fortes de Lira e Pacheco, respectivamente, coordenando suas bancadas e interferindo na escolha de cargos em troca de votos.

Disputa ferrenha

No day after da eleição da Câmara e do Senado, as principais forças começaram uma disputa ferrenha pelo controle das comissões do Congresso. Os colegiados mais disputados são a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a CCJ do Senado e a Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso. As duas primeiras são responsáveis por chancelar as principais propostas de lei e de mudanças na Constituição antes do plenário em cada uma das casas.

As comissões de Direitos Humanos e Relações Exteriores das duas casas também entram na lista de prioridades, ao serem ocupadas por congressistas que militam nessas áreas e buscam ter protagonismo ao comandar os colegiados. Há ainda a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, com o poder de conceder empréstimos para os Estados e avaliar a pauta econômica, e a Comissão de Desenvolvimento Regional da Casa, que interfere em obras e projetos de interesse direto dos parlamentares nos Estados e municípios.

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