Domingo, 18 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
13°
Partly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Polícia Federal reconsidera e permite que defesa de Bolsonaro acesse o inquérito do caso das joias

Compartilhe esta notícia:

(Foto: Reprodução)

A Polícia Federal (PF) mudou de ideia e concedeu à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acesso ao inquérito que investiga a tentativa do governo de trazer ao Brasil um conjunto de joias oferecido pela Arábia Saudita. O processo corre em sigilo na Superintendência da Receita Federal de São Paulo.

Na semana passada, a PF havia negado acesso sob o argumento de que o ex-presidente ainda não era investigado. Agora, os advogados de Bolsonaro terão acesso ao processo e aos autos.

As joias valiosas foram presentes da Arábia Saudita para a comitiva brasileira, em outubro de 2021. Um estojo, avaliado em R$ 16,5 milhões foi apreendido pela Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos porque não foi declarada. O governo Bolsonaro tentou as peças antes embarcar para os Estados Unidos, mas não conseguiu.

Outro embrulho de joias, também não declarado, passou pela alfândega e acabou no acervo pessoal do presidente. Todas as joias são da grife luxuosa Chopard.

Posse

Segundo funcionários do ex-presidente Jair Bolsonaro, as joias sauditas ilegais requisitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) estão em Brasília e sob os cuidados da defesa do ex-chefe do Executivo. A Corte havia fixado um prazo de cinco dias para que o estojo com joias masculinas fosse devolvido.

Os objetos, incorporadas ao acervo pessoal de Bolsonaro, serão entregues pelos advogados do ex-presidente à União. Um outro pacote com presentes, contendo um colar e um par de brincos avaliados em R$ 16,5 milhões, ficou retido na Receita Federal.

A defesa do ex-presidente defende que as joias sejam devolvidas em uma agência da Caixa Econômica, mesmo que o TCU tenha ordenado que fossem devolvidos à Secretaria-Geral da Presidência.

Caso

Em outubro de 2021, o então presidente Jair Bolsonaro foi convidado a participar de um evento do governo da Arábia Saudita. No entanto, ele não compareceu. O ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque representou o Brasil na ocasião.

No final do evento, o príncipe Mohammed bin Salman Al Saud entregou ao ex-ministro dois estojos.

No primeiro, havia um colar, um anel, um relógio e um par de brincos de diamantes avaliados em 3 milhões de euros, o equivalente a R$ 16,5 milhões.

No segundo estojo, havia uma caneta, um anel, um relógio, um par de abotoaduras e um terço, em valores oficialmente não divulgados. Este foi listado no acervo pessoal do ex-presidente.

O ex-ministro de Minas e Energia e a equipe de assessores dele viajaram em voo comercial. Ao chegar ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no dia 26 de outubro de 2021, um dos assessores, que estava com o primeiro estojo, foi impedido de levar esses presentes, já que os valores ultrapassam mil dólares.

A Receita Federal no Brasil obriga que sejam declarados ao fisco qualquer bem que entre no país cujo valor seja superior a essa quantia.

Integrantes do governo Bolsonaro foram questionados sobre o porquê de as joias não terem sido registradas antes de chegarem ao Brasil. Interlocutores afirmaram que o assessor do Ministério de Minas e Energia deveria ter informado que se tratava de um presente do reino da Arábia Saudita para a ex-primeira-dama e o então presidente.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Alvo da Seleção Brasileira, Ancelotti revela desejo de permanecer no Real Madrid
Petistas prometem medidas contra deputada bolsonarista que postou foto com metralhadora e referência a Lula
Pode te interessar