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Brasil Revalida tem a menor taxa de aprovação da história; saiba como funciona o exame para médicos formados no exterior

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O Revalida foi criado em 2011 pelo Inep para centralizar o processo de validação de diplomas de medicina

Foto: Divulgação
"Congelamento" na criação de novas vagas de medicina terminará no dia 5 de abril. (Foto: Divulgação)

A taxa de aprovação no último Revalida, aplicado no segundo semestre de 2022, foi de apenas 3,75% – a menor em toda a história do exame, que começou a ser realizado em 2011 para autorizar médicos formados no exterior a trabalhar no Brasil.

Cerca de 96% dos candidatos que fizeram as provas foram reprovados na primeira ou na segunda etapas e, com isso, não conseguiram revalidar os diplomas.

Médicos brasileiros que se formaram em universidades estrangeiras e fizeram o Revalida recentemente reclamam de aumento indevido na nota de corte (pontuação mínima para o candidato ser aprovado), de inconsistências no conteúdo das provas e de falta de coerência na hora da correção.

Sem o Revalida, brasileiros ou estrangeiros formados em medicina em outros países não podem solicitar o registro nos Conselhos de Medicina do Brasil. O chamado CRM autoriza o médico a trabalhar no País.

No Revalida 2022/2, mais de 7 mil candidatos estiveram presentes na primeira etapa, composta por questões objetivas e discursivas. Desses, apenas 863 passaram para a segunda etapa, que é a parte prática. Ao final, apenas 263 conseguiram passar no exame.

Os resultados foram divulgados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), que coordena o Revalida. Candidatos afirmam que as provas são “feitas para reprovar” e apontam um possível “boicote” aos médicos formados no exterior. Muitos tiveram recursos negados pelo órgão e acionaram a Justiça para tentar reverter o resultado.

O que é o Revalida?

O Revalida foi criado em 2011 pelo Inep para centralizar o processo de validação de diplomas de medicina no Brasil. Anteriormente, isso era feito diretamente em universidades públicas brasileiras, mas cada uma adotava métodos próprios, o que bagunçava o processo.

O médico formado no exterior precisa passar por duas etapas para conseguir revalidar o diploma junto a uma universidade pública brasileira. Na primeira, são 150 questões: 100 objetivas e 50 discursivas. A segunda etapa testa as habilidades clínicas do médico com exercícios práticos.

A prova prática é dividida por estações que simulam atendimentos no SUS (Sistema Único de Saúde) com a participação de atores. No total, são dez estações que abrangem cinco grandes áreas da medicina: clínica médica, medicina da família, pediatria, cirurgia e ginecologia e obstetrícia.

Em cada local, o médico tem 10 minutos para seguir uma lista de tarefas e dar as respostas corretas sobre a saúde do “paciente”, indicando diagnóstico, tratamento e encaminhamento, por exemplo. A cada acerto, o médico ganha pontos, que são somados ao final.

Nessa etapa, o candidato não é avaliado no momento da prova: tudo é gravado em vídeo para posterior correção.

O médico que busca a revalidação do diploma precisa atingir a nota de corte em cada etapa. É a nota mínima para conseguir a aprovação, que é definida cerca de um mês antes da aplicação das provas.

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8 Comentários
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Advocacia.me Rosangela Medeiros Da Silva
2 de abril de 2023 21:27

Vanderlei, vou responder à sua pergunta com um exemplo. T estudou até os 35 anos para aprender coisas complicadas como Whole Transcriptome Sequencing. A maior parte da tecnologia médica foi desenvolvida em universidades particulares, como Yale, Brown, Cornell, etc. Então, se T sabe alguma coisa, é graças às universidades particulares. Pois bem, T foi para o interior. Em geral, os pacientes críticos tinham doenças cardiovasculares ou câncer, que são as doenças que mais matam no Brasil. T sabia que alguns pacientes poderiam ser salvos se ele tivesse um patologista para fazer a biópsia de congela…See more

Vanderlei Ochoa
1 de abril de 2023 13:34

O programa MAIS MÉDICOS vai voltar. Médicos Brasileiros não aceitam trabalhar em lugar de difícil acesso, prejudicando o povo de certas regiões do Brasil. Engraçado é que GRANDE PARTE desse médicos estudam em UNIVERSIDADES PÚBLICAS pagas pelos impostos dos mesmos pobres que não querem atender.. É uma enorme contradição, para não dizer falta de vergonha na cara. Mas quando o governo contrata médicos de fora, os CONSELHOS de MEDICINA se torcem e retorcem contra. Muita falcatrua nesse país.

Lázaro Alexis Alfonso
1 de abril de 2023 18:43

Colega, mas nada tem que ver comparação de salarios. Sobre a revalida debe ser aplicada acorde aos conhecimentos e competencia do médico que vai atuar no Brasil, ja seja facil ou difícil, mas como falei, nada tem que ver os salarios, é conhecimento irmão.

Glaucio Dos Santos Brum
1 de abril de 2023 14:34

O revalida deve ser severo, sim. Afinal, esses médicos irão tratar de vidas. Com esses resultados, fica evidente o que aqueles que cuidam da sua saúde no Sírio-Libanês ou no Albert Einstein pretendem oferecer ao restante do povo brasileiro. E, por incrível que pareça, há quem defenda. Se querem pagar 12 mil para os médicos estrangeiros, por que a média de salário de um médio brasileiro pelo SUS é de R$ 5.866,43 por 29 horas semanais? O mais médicos prevê R$ 12.385,00 por 32 horas. Me parecem bem interessantes esses dados!

Cousin George Mike
1 de maio de 2023 22:11

tem todos indicios de mal fe. Nao e possivel esse numero de aprovaçao. E uma armaçao dos elites da medicina cara e elitista.

Lázaro Alexis Alfonso
1 de abril de 2023 18:40

Acho que independientemente da qualidade do médico, 3.75 % de aprovação é uma prova que não foi um exame promedio de revalida. Eu vi o exame e não estava para avaliar conhecimentos de medicos gerais.

Cousin George Mike
1 de maio de 2023 22:09

Infelizmente ess e tipo de ignorancia e preconceito sem nenhum fundamento. Qual e o pais que nao tem condiçaoes para forma um medico? Olha todos as suas palavras sem fundamento e cheio de preconceito. Ja vistou essas paises e as universidades? a pobreza extrema assiste aqui no Brasil com monte de gente morrendo de fome (Yanomamis entre outros) e doenças… entao aqui nao temos condiçaos de forma medicos????

Fernando Krause
2 de abril de 2023 10:02

Médicos formados em países que não tem condições mínimas para a graduação e para o exercício da profissão, tem capacidade de atender pacientes? De diagnosticar uma moléstia? De receitar algum medicamento? De realizar uma cirurgia?
Por isso que o Revalida e os Conselhos de Medicina devem ser bastante rigorosos, afinal, não sabem como a medicina é tratada e fiscalizada nestes países, a maioria com péssimas condições e cuja população sofre pela pobreza e falta de assistência, inclusive médica…

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