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Mundo Mali busca suspeitos de ataque a hotel de luxo

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Corpos são retirados de hotel em Bamako, no Mali. (Foto: Reprodução)

As forças de segurança do Mali buscam neste sábado (21) três suspeitos de envolvimento na invasão ao hotel Radisson Blu, na capital Bamaco, reivindicada por um grupo aliado da Al Qaeda.

As investigações, lideradas pelas autoridades malinesas com apoio de forças da ONU e da França, não descartam a existência de cúmplices dos homens que invadiram o hotel. Fontes de segurança não revelam, contudo, se as suspeitas recaem sobre hóspedes ou funcionários do estabelecimento.

A expectativa é que as câmeras de segurança do hotel ajudem a esclarecer como ocorreu o ataque no hotel considerado o mais seguro do país.

Em discurso à nação na noite desta sexta-feira (20), o presidente malinês Ibrahim Boubacar Keita disse que ao menos 19 pessoas morreram e outras sete ficaram feridas no ataque. Ele afirmou ainda que ao menos três dos terroristas se mataram ou foram mortos pelas forças de segurança na retomada do prédio.

Uma equipe da ONU no país, contudo, afirmou mais cedo que havia ao menos 22 corpos no hotel.

“O terrorismo não será aceito”, disse Keita, que decretou dez dias de estado de emergência e um luto nacional de outros três, a partir de segunda-feira (23).

Entre as vítimas do ataque, estão ao menos seis funcionários da companhia aérea russa Volga-Dnepr, três chineses, um americano e um alto funcionário belga.

O hotel Radisson Blu, localizado no centro de Bamaco, está próximo a construções do governo e de escritórios diplomáticos. Dos cerca de 170 reféns, havia estrangeiros como turcos, indianos e chineses. Havia também 12 funcionários da Air France.

O presidente Keita deve visitar neste sábado o hotel e se reunir com responsáveis de segurança malineses e diplomatas ocidentais, assim como visitar os feridos que ainda estão internados no hospital Gabriel Touré.

A autoria do atentado foi reivindicada pela organização Al Murabitun, uma aliada da rede terrorista Al Qaeda no país do norte da África.

Sobreviventes ouvidos pelas agências de notícias relatavam que os militantes vasculharam o hotel quarto por quarto. Alguns dos reféns foram libertados após recitar versos do Alcorão, o livro sagrado do islã. Uma testemunha afirma que dois dos terroristas falavam em inglês.

Segundo as informações do governo local, os atacantes invadiram o hotel em meio a gritos de “Allahu akbar” (Deus é maior, em árabe). A frase, recorrente no islã, é nesses contextos associada a movimentos terroristas, como o Estado Islâmico. (AG)

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