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Economia Brasileiros usam cada vez menos dinheiro em espécie, revela Banco Central

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Ano passado o pix foi responsável por 12% das transações

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A redução foi anunciada após o Banco Central diminuir a Selic em 0,5 ponto percentual. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Brasileiros usam cada vez menos o dinheiro em espécie para fazer pagamentos do dia a dia. A criação do Pix em novembro de 2020 trouxe mudanças comportamentais na população. Isto também se deu por conta da pandemia de covid-19 e o aumento das transações com cartões.

A avaliação é do estudo do Banco Central (BC) Evolução de Meios Digitais para a Realização de Transações de Pagamento no Brasil.

Em 2019, os saques de dinheiro em caixas eletrônicos e agências somaram R$ 3 trilhões. Já no ano seguinte o total caiu para R$ 2,5 trilhões e para R$ 2,1 trilhões, em 2021 e 2022.

Em 2020, as transações por meio do Pix somaram R$ 180 milhões. Enquanto em 2021, R$ 9,43 bilhões, e em 2022, R$ 24,05 bilhões.

Quando se trata de transações de valores mais altos, a indicação do estudo é de que há preferência por transferências bancárias (inter e intrabancárias), que responderam por cerca de 65% de todo o volume financeiro de 2022.

O Pix foi responsável por 12% das transações.

Segundo o estudo, em relação ao valor médio das operações “há uso preponderante do Pix e dos cartões (especialmente o pré-pago) nas transações de valor mais baixo, indicando seu papel importante na inclusão financeira, deixando as transferências tradicionais como principais opções para transações corporativas, de valores substancialmente mais altos”.

“Nesse sentido, é razoável supor que o Pix e os cartões representaram importante papel na digitalização de camadas mais amplas da população”.

O BC também observou crescimento “expressivo da quantidade de transações com cartões de débito e pré-pago”, influenciado pela expansão de instituições financeiras. “Essas instituições vêm tendo papel relevante na inclusão financeira, ao proporcionar contas de pagamento a pessoas que anteriormente não tinham nenhum relacionamento com o sistema financeiro, sendo, por exemplo, as instituições em que muitos jovens iniciam seu relacionamento com o sistema financeiro”, destacou o estudo.

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3 Comentários
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Ingo Schulze
31 de maio de 2023 22:22

M1 é a sigla da soma de moeda em poder do público mais depósitos à vista. O processamento (débitos e créditos) vem se acelerando com as alterações nas formas de pagamento e agora temos o PIX. Isso significa que passou a haver um aumento na velocidade de circulação da moeda e, por haver menos dinheiro ¨travado¨ no sistema financeiro, há aumento no volume de dinheiro à disposição das transações, mas para uma mesma quantidade de produto (bens e serviços). Há o ajuste dos preços (+) dos produtos e, assim, tem-se uma contribuição ao processo inflacionário. Mais títulos públicos e depósitos… Leia mais »

Ari Maragato Linck
1 de junho de 2023 11:17

…dinheiro,cadê???????

Ingo Schulze
1 de junho de 2023 12:56

As coisas tem um valor de uso e/ou emotivo e para as adquirir, dado que trocar é complicado, usa-se um papel com um número impresso. Com o PIX. p/ex. se transfere um número gravado de um conta para outra. A confiabilidade na nota impressa é equivalente à confiabilidade na atividade bancária (nos dados que o cartão contém). Consta na internet: ¨Suécia, Finlândia, China, Coreia do Sul, Inglaterra, Austrália e Holanda lideram a lista de sociedades que caminham para serem “cashless”. Não é incomum você andar por inúmeras cidades desses países e se deparar com placas de “não aceitamos dinheiro”.

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