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Por Redação O Sul | 24 de novembro de 2015
O Brasil teve o maior crescimento proporcional em investimento na educação pública entre mais de 30 países, mas perdeu em outros indicadores e no gasto médio por aluno, segundo dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgados na manhã desta terça-feira (24).
O País gastou cerca de 3.000 dólares anuais por aluno da educação básica, enquanto, em média, os países da OCDE investem cerca de 8.200 dólares por estudante dos anos iniciais, 9.600 por aluno dos anos finais e 9.800 por aluno do ensino médio.
Os dados foram incluídos na última edição do estudo Education at a Glance (Um olhar sobre a Educação, em tradução livre), que compara, no cenário internacional, dados de 2012 e 2013 do sistema educacional dos 34 países membros da OCDE. Assim como a Rússia, o Brasil não integra a OCDE, mas compõe o relatório.
O estudo aponta que no Brasil, em 2012, 17,2% do investimento público total foi destinado para a educação. Em 2005, esse índice foi de 13,3%. Entre os países analisados em 2012, apenas México e Nova Zelândia dedicaram maior proporção do que o Brasil.
Em 2012, o investimento em educação básica no Brasil foi da ordem de 4,7% do PIB (Produto Interno Bruto), enquanto a média OCDE foi de 3,7%. Em relação a 2005, o investimento por aluno da educação básica no Brasil cresceu 210%, enquanto na média da OCDE esse crescimento foi de 121%.
Além disso, entre os países analisados, o Brasil (76%) apresenta o maior percentual de jovens de 20 a 24 anos de idade que não estão estudando. No entanto, nessa mesma faixa etária, 52% dos jovens estão empregados, sendo essa também a maior proporção observada entre os países.
Avanços
Apesar de ter diminuído o índice de adultos com idades entre 25 e 34 anos que não concluíram o ensino médio, o Brasil ainda está no grupo que possui as piores taxas nessa modalidade. China, Indonésia, México, Turquia, Costa Rica e Brasil apresentam, nessa ordem, os maiores percentuais de jovens e adultos que não têm o ensino médio completo.
Comparadas as pessoas de 55 a 64 anos de idade no Brasil, a proporção de não concluintes de ensino médio é de 72% nessa faixa etária e de 39% entre aqueles de 25 a 34 anos. (AG)
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