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Notícias Ataques a convidados da CPI do MST começam antes dos depoimentos

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Ex-presidente do Incra no governo FHC, Xico Graziano tem sido alvo de xingamentos nas redes sociais. (Foto: Reprodução)

Na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga as ações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), os convidados para prestar depoimento estão começando a sofrer ataques nas redes sociais antes mesmo de comparecerem à sala das comissões da Câmara, onde são realizadas as sessões. O ex-presidente do Incra, Xico Graziano, que está com depoimento previsto para esta terça-feira (13), é um exemplo. Ele passou a ser alvo de vários ataques e xingamentos nas redes sociais após anunciar sua ida à CPI.

Graziano é agrônomo e foi presidente do Incra na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso. É autor de dez livros sobre reforma agrária, um dos fundadores do PSDB e um dos principais críticos das invasões de terra. Militantes de movimentos sociais e de partidos de esquerda têm usado as redes para atacar os críticos das ações do MST. “Fui convidado a estar na CPI, irei com gosto, mas não participarei de bate-boca. Vou apresentar um relatório sobre o processo da reforma agrária no Brasil”, disse Graziano.

Graziano tem mais de 150 mil seguidores nas redes sociais. Um pouco dos xingamentos é em função de seu nome ter sido ventilado para ocupar o Ministério da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro, o que não se confirmou. “Vou apenas apresentar um depoimento técnico, com alguns slides, tabelas e gráficos, sobre a quantidade e a qualidade, ou seja, a eficiência da reforma agrária no país”, informou Graziano.

Ministros

A CPI do MST aprovou os pedidos para que sejam ouvidos os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. De início, os pedidos apresentados previam a presença dos dois ministros de governo na condição de convocados, o que obriga o cumprimento da solicitação, com risco de punição caso contrário.

No entanto, ao analisar as representações, a CPI alterou o pedido para que Fávaro e Paulo Teixeira compareçam à comissão na condição de convidados, o que faculta a presença. Os requerimentos para ouvir os ministros foram protocolados pelos deputados federais Evair de Melo (PP-RS) e Éder Mauro (PL-PA).

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou não ver motivos para criminalizar o MST e que não tem medo de falar à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga as ações do grupo.

“Não tenho qualquer medo de ir à Câmara para falar do MST, porque eles têm muitas virtudes. O MST está trabalhando com a produção de alimentos saudáveis, eles ajudam a organizar os mais pobres para voltar a trabalhar no campo e produzir. Estão agregando valor na produção por meio das cooperativas”, declarou Teixeira.

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