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Porto Alegre Concerto deste sábado na Ospa será regido por maestro americano ganhador do prêmio Grammy

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Michael Repper conduzirá a orquestra em peças de Shostakovich, Brahms e Martinu. (Foto: Divulgação/Michael Repper)

A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) recebe dois convidados especiais para o concerto deste sábado (26), às 17h: o maestro norte-americano Michael Repper, ganhador de um prêmio Grammy de Melhor Performance Orquestral, e o instrumentista francês Fabien Thouand, considerado um dos grandes nomes do oboé na atualidade.

No programa, obras dos compositores Dmitri Shostakovich (Rússia), Johannes Brahms (Alemanha) e Bohuslav Martinu (República Tcheca). Ingressos estão à venda na plataforma sympla.com.br – para quem não puder comparecer, a opção é acompanhar a transmissão ao vivo pelo canal da Ospa no site de vídeos Youtube.com.

Fabien Thouand, que hoje ocupa a posição de primeiro oboé da Orchestra dell’Accademia Nazionale di Santa Cecilia, em Roma, aproveita a passagem por Porto Alegre para realizar uma Masterclass de Oboé voltada a estudantes, músicos profissionais e ouvintes. A aula é gratuita, às 11h, na Sala de Recitais da Casa da OSPA. Não é necessário realizar inscrição prévia.

Programa

No repertório da apresentação, estão obras de grandes expoentes da música de concerto, como Brahms, Martinu e o próprio Shostakovich. Antes do espetáculo, às 16h, na Sala de Recitais, a pianista Olinda Allessandrini apresenta detalhes da vida e da obra dos compositores em mais uma edição da série de palestras “Notas de Concerto”.

O programa do concerto destaca dois lados de Dmitri Shostakovich (1906-1975), compositor russo que, ao longo da vida, estabeleceu relações contraditórias com o regime soviético, ora sofrendo duras críticas, ora recebendo honrarias e prêmios oficiais. Em 1954, atendeu as expectativas do governo russo, compondo em três dias “Abertura Festiva, Op. 96”, uma encomenda do Teatro Bolshoi para comemorar o 37º aniversário da Revolução de 1917.

Por outro lado, sua “Sinfonia nº 9, Op. 70” havia despertado a raiva do Comitê Central em 1945. Composta ao final da 2ª Guerra Mundial, a obra frustrou as expectativas oficiais, pois não possuía o caráter heróico que era esperado. Pelo contrário, a peça carrega a ironia típica de Shostakovich.

Conforme o norte-americano, que conduz pela primeira vez a Ospa, “a audiência ganha um presente” com as “Variações sobre um tema de Haydn, Op. 56”, do alemão Johannes Brahms (1833-1897). A obra contém traços marcantes da música de Brahms. Um tema elegante flutua pela obra com vitalidade rítmica e elegância lírica.

Mas é o “Concerto para Oboé, H. 353”, de Bohuslav Martinu (1890-1959), que o regente mais anseia por apresentar: “Como um americano de ascendência checa, esta é particularmente uma peça com muito significado para mim, e eu aprecio imensamente interpretá-la. Thouand é admirado por muitas razões, incluindo sua posição como oboé solista do Teatro alla Scala. É capaz de navegar pelas demandas virtuosísticas e estonteantes da obra, enquanto também entrega seu lindo lirismo”.

(Marcello Campos)

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